O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanha as negociações comerciais com os Estados Unidos e avalia a possibilidade de um novo encontro com o presidente norte-americano Donald Trump durante a cúpula do G7, que acontece entre os dias 15 e 17 de junho, na França.
A realização da reunião dependerá do avanço das conversas técnicas entre os dois países. A expectativa do Palácio do Planalto é que os próximos dias sejam decisivos para definir os rumos das negociações sobre as tarifas anunciadas por Washington contra produtos brasileiros.
Entre os encontros previstos está uma videoconferência entre representantes dos governos brasileiro e norte-americano para discutir alternativas que reduzam os impactos das medidas comerciais.
Nos bastidores, auxiliares de Lula avaliam que uma reunião formal com Trump só se justificaria caso haja avanços concretos nas negociações ou a necessidade de intervenção direta dos presidentes para destravar o impasse.
Embora não exista uma agenda bilateral confirmada, integrantes do governo consideram provável algum contato entre os dois líderes durante o G7, do qual o Brasil participará como país convidado.
Além da pauta econômica, Lula pretende defender o fortalecimento do multilateralismo e das instituições internacionais durante a cúpula.
O principal foco das negociações é evitar ou reduzir os efeitos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos. Entre elas está uma sobretaxa de 25% aplicada ao Brasil, considerada pelo governo passível de negociação por ter caráter bilateral.
Já outra tarifa, que atinge dezenas de países e a União Europeia, é vista como mais difícil de ser revertida devido ao seu alcance global.
Enquanto busca uma solução para o impasse comercial, o governo mantém fora das negociações temas considerados estratégicos, como o Pix, que não será discutido com os Estados Unidos.










