O Ministério da Saúde determinou a suspensão temporária da vacinação contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (08/06) após o registro de dois óbitos e outros casos graves que estão sendo investigados pelas autoridades de saúde.
Segundo a pasta, cerca de 500 mil pessoas já receberam a vacina desde o início da campanha. Entre os vacinados, foram notificados 42 casos graves que podem ter relação com a imunização. Desses, três foram classificados como mais severos, incluindo dois que terminaram em morte.
Durante coletiva de imprensa, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que ainda não há comprovação de que os óbitos tenham sido causados pela vacina. De acordo com ele, as investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias dos casos.
A suspensão foi recomendada pelo Comitê Nacional de Farmacovigilância e permanecerá em vigor até a conclusão das análises. Estados e municípios também foram orientados a reforçar o monitoramento de possíveis reações adversas.
O Ministério informou que os eventos graves representam uma parcela muito pequena do total de vacinados. Entre janeiro e maio deste ano, foram registrados 3.703 relatos de sintomas inesperados após a imunização, o equivalente a 0,7% das doses aplicadas. Já os casos considerados graves correspondem a 0,008% do total.
A orientação é para que pessoas vacinadas nos últimos 21 dias fiquem atentas a sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos e sinais de desidratação, procurando atendimento médico em caso de agravamento.
Desenvolvida pelo Instituto Butantan, a vacina é a primeira contra a dengue produzida integralmente no Brasil e aplicada em dose única. O governo federal reforçou que a suspensão tem caráter preventivo e que a segurança do imunizante continuará sendo avaliada pelas autoridades sanitárias.










