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Operação Shell Company: MPRJ denuncia 11 por fraude bancária de R$ 8,2 milhões

Investigação revela esquema de laranjas e participação de gerentes de banco

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Foto: Reprodução

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou uma nova denúncia contra 11 pessoas acusadas de integrar um sofisticado esquema de fraudes bancárias. De acordo com as investigações, o grupo criminoso foi responsável por causar um prejuízo superior a R$ 8,2 milhões. A ação penal é o desdobramento da segunda fase da Operação Shell Company, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), que visa desarticular uma organização especializada em golpes financeiros e lavagem de dinheiro no estado.

Os novos alvos da denúncia atuavam diretamente como “laranjas”, cedendo seus nomes e documentos para a criação de empresas de fachada. O MP apontou que o grupo constituía essas firmas sem qualquer atividade econômica real, registrando-as em nome de terceiros apenas para simular movimentações financeiras. Com essa falsa estrutura, os criminosos conseguiam aparentar uma robusta capacidade de crédito perante o mercado, o que viabilizava a abertura de contas bancárias e a obtenção de vultosos financiamentos e linhas de crédito de forma fraudulenta.

As investigações do GAECO detalham que, logo após a concessão e liberação dos valores pelos bancos, o dinheiro era rapidamente pulverizado. Os recursos circulavam por diversas contas bancárias e empresas ligadas ao esquema para dificultar o rastreamento por parte dos órgãos de fiscalização. Ao longo das apurações, foram identificadas dez fraudes distintas relacionadas a diferentes CNPJs. Toda a verba obtida ilicitamente passava por essa rede até ser concentrada em uma empresa apontada como a peça-chave do esquema, encarregada de redistribuir o lucro final entre os envolvidos.

Além de responderem por fraude bancária, os investigados também foram denunciados pelo crime de lavagem de dinheiro. Conforme o MPRJ, a utilização de múltiplas empresas e a triangulação de contas bancárias tinham o objetivo claro de ocultar a origem ilícita dos recursos, tentando conferir uma aparência de legalidade às transações financeiras. A operação segue em andamento para identificar outros possíveis beneficiários e recuperar os valores desviados da instituição financeira.