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Justiça afasta delegado e manda apreender inquérito sobre morte de empresário na Pavuna

Juíza vê falta de imparcialidade na investigação, cancela reconstituição do crime e determina apuração da conduta policial

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Foto: Reprodução

A Justiça do Rio afastou o delegado Robinson Gomes Pereira das investigações sobre a morte do empresário Daniel Patrício Santos de Oliveira, baleado durante uma ação policial na Pavuna, Zona Norte da capital.

A decisão é da juíza Alessandra da Rocha Lima Roidis, da 1ª Vara Criminal da Capital, que apontou falta de imparcialidade na condução do inquérito. Segundo a magistrada, o delegado seguiu uma linha investigativa diferente das conclusões da Corregedoria da PM e do Ministério Público, que atribuem os disparos aos policiais envolvidos.

O caso já está na fase de ação penal. Os policiais militares Rafael Assunção Marinho e Rodrigo da Silva Alves, do 41º BPM (Irajá), respondem por homicídio qualificado. A denúncia afirma que eles dispararam mais de 20 vezes contra o veículo em que estava o empresário.

A juíza também cancelou a reprodução simulada do crime, prevista para 16 de junho, por entender que a medida foi determinada sem autorização judicial e sem solicitação do Ministério Público.

Além do afastamento do delegado, foi determinada a apreensão do inquérito na Delegacia de Homicídios da Capital e o envio do caso à Corregedoria da Polícia Civil para apurar possível descumprimento de ordem judicial.

A morte de Daniel Patrício ocorreu em abril e ganhou repercussão após a divulgação de imagens das câmeras corporais dos policiais. Até o momento, a Polícia Civil, o Ministério Público e o delegado não se manifestaram sobre a decisão.