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Pesquisa Quaest aponta que 45% dos brasileiros têm imagem negativa de Trump

Apoio brasileiro ao presidente dos EUA caiu 6 pontos após novas tarifas e classificação de facções como terroristas

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Foto: Reprodução

A imagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sofreu um desgaste significativo entre os brasileiros nas últimas semanas. É o que mostra a mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta segunda-feira, indicando um aumento expressivo da percepção negativa sobre o líder americano em um contexto marcado por tensões diplomáticas e comerciais envolvendo Brasil e Estados Unidos.

Segundo o levantamento, a avaliação negativa de Trump passou de 39% em maio para 45% em junho, um crescimento de seis pontos percentuais em apenas um mês. O movimento ocorre após dois episódios que repercutiram no cenário político brasileiro: a decisão do governo americano de classificar as facções criminosas Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, anunciada em 28 de maio, e a proposta de um novo pacote tarifário sobre produtos brasileiros, divulgada em 2 de junho.

Enquanto a rejeição aumentou, a avaliação positiva permaneceu estável em 22%. Já a parcela dos entrevistados que considera a imagem de Trump “regular” caiu de 33% para 27%.

Os dados revelam diferenças significativas de percepção entre grupos políticos. O maior avanço da avaliação negativa ocorreu entre os eleitores que se identificam como integrantes da esquerda não lulista. Nesse segmento, a rejeição ao presidente americano saltou de 66% para 84%.

Entre os eleitores que se declaram lulistas, o índice de avaliação negativa chegou a 66%. Já entre os que se identificam como independentes, o percentual permaneceu praticamente estável, passando de 46% para 47%.

Nos grupos alinhados à direita, os índices continuam significativamente menores. Entre os eleitores da direita não bolsonarista, a avaliação negativa de Trump é de 14%. Entre os bolsonaristas, o percentual alcança 15%.

Mesmo nesse último grupo houve crescimento da rejeição em relação ao levantamento anterior. O aumento ocorreu em um período marcado pela tentativa de aproximação entre integrantes do campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e o governo americano.