Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Datafolha aponta Flávio Bolsonaro com 52% e Lula com 48% dos votos válidos
Política
Datafolha aponta Flávio Bolsonaro com 52% e Lula com 48% dos votos válidos
Douglas Ruas promete guerra ao crime e anuncia prioridades para o governo do Rio
Destaque
Douglas Ruas promete guerra ao crime e anuncia prioridades para o governo do Rio
TRE marca para sábado retotalização de votos no Rio
Política
TRE marca para sábado retotalização de votos no Rio
Moraes manda expedir mandado de prisão de Eduardo Bolsonaro e cancelar passaportes
Brasil
Moraes manda expedir mandado de prisão de Eduardo Bolsonaro e cancelar passaportes
Homem é preso suspeito de agredir companheira grávida na Ilha do Governador
Rio de Janeiro
Homem é preso suspeito de agredir companheira grávida na Ilha do Governador
Confronto na Linha Amarela deixa dois suspeitos baleados
Rio de Janeiro
Confronto na Linha Amarela deixa dois suspeitos baleados
Teresópolis amplia vacinação com Pneumo 20 para idosos a partir de 85 anos
Região Serrana
Teresópolis amplia vacinação com Pneumo 20 para idosos a partir de 85 anos
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Ondas de calor causaram 120 mil mortes em duas décadas no Brasil

Cientistas cruzaram dados de óbitos com histórico de temperaturas e sugerem que situação está piorando com mudança climática

Siga-nos no

reprodução

Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), aponta que as ondas de calor causaram mais de 120 mil mortes no Brasil entre 2000 e 2019. Segundo a pesquisa, os períodos prolongados de temperaturas extremas responderam por 0,6% de todos os óbitos registrados no país no período.

Os pesquisadores cruzaram dados de mortalidade com informações climáticas mapeadas em alta resolução para identificar a influência do calor em doenças agravadas pelas altas temperaturas. O estudo considerou como onda de calor períodos de pelo menos 48 horas com temperaturas acima de 95% da média histórica local.

Os idosos foram os mais afetados. Mais de 97 mil mortes de pessoas com 65 anos ou mais foram associadas às ondas de calor, o equivalente a cerca de 80% do total registrado pelo levantamento.

A pesquisa também analisou internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em parte dos municípios estudados. Os resultados indicam que crianças constituem outro grupo vulnerável, principalmente por problemas relacionados à desidratação e doenças gastrointestinais. As doenças renais também apareceram entre as condições mais impactadas pelas altas temperaturas.

O estudo identificou ainda diferenças associadas às condições socioeconômicas. O nível de escolaridade foi utilizado como indicador indireto de acesso a ambientes climatizados e à qualidade da assistência médica, fatores que influenciam a vulnerabilidade aos efeitos do calor extremo.

Regionalmente, as regiões Norte e Centro-Oeste registraram maior número e duração de ondas de calor, enquanto Sul e Sudeste apresentaram eventos mais intensos. O Amapá teve o maior impacto proporcional, com 1,07% das mortes atribuídas ao fenômeno. Na outra ponta, a Paraíba registrou o menor índice, de 0,30%. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, os percentuais ficaram próximos da média nacional, com 0,65% e 0,61%, respectivamente.

Além de reforçar a necessidade de sistemas de monitoramento e alerta para eventos extremos, os pesquisadores destacam a importância de campanhas de conscientização sobre os riscos do calor à saúde. A Fiocruz também defende a ampliação das pesquisas sobre o tema. O estudo utilizou dados até 2019, já que a pandemia de Covid-19 dificultou a análise isolada dos impactos das ondas de calor nos anos seguintes.