O prefeito Eduardo Cavaliere anunciou, nesta quarta-feira (17), uma mudança importante nos rumos da ocupação de um dos principais cartões-postais da cidade. O município decidiu revogar a autorização que permitiria a instalação de um showroom da montadora chinesa GWM em uma área do Aterro do Flamengo. A decisão foi tomada após uma série de questionamentos e debates sobre a destinação do espaço, que faz parte de uma área tombada pelo patrimônio histórico e paisagístico.
Com a nova determinação, o prefeito garantiu que o local não poderá mais ser utilizado para fins de exposição e comercialização de veículos. O objetivo principal da medida é preservar a integridade visual e a proposta original do parque, evitando atividades de forte apelo comercial que descaracterizem o projeto urbanístico e paisagístico idealizado para a região.
Em vez do showroom, a Prefeitura do Rio de Janeiro deverá permitir apenas a instalação de um eletroposto. A nova estrutura de recarga de veículos elétricos será restrita a uma área menor do terreno, equivalente ou inferior ao tamanho da área que era ocupada anteriormente pelo antigo posto de combustíveis que funcionava no local.
De acordo com as informações divulgadas pelo município, essa nova solução foi desenhada para mitigar os impactos ambientais e visuais no entorno do parque. O projeto reformulado garante que não haverá qualquer tipo de supressão de árvores, preservando a vegetação local, e assegura também que não haverá a ocupação de novas áreas da esplanada do Aterro do Flamengo.
A administração municipal ressaltou ainda que o terreno em questão já é utilizado como posto de gasolina há mais de duas décadas. Além disso, a Prefeitura informou que a exata localização desse lote específico encontra-se formalmente fora da área protegida pelo tombamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
A montagem da estrutura que gerou polêmica vinha sendo realizada ao longo das últimas semanas. O projeto original, que agora foi cancelado em sua parte comercial, previa um eletroposto moderno com três pontos duplos de recarga rápida para veículos elétricos e híbridos, acoplado a um pavilhão destinado exclusivamente à exposição de automóveis eletrificados da marca chinesa.
Apesar das críticas recentes que levaram à revogação da área de exposição, a intervenção inicial não era irregular perante os órgãos de fiscalização do município. A obra em andamento possuía licença oficial emitida regularmente pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento (SMDU), que havia autorizado os trabalhos de instalação com base nas diretrizes anteriores.
Com o recuo estratégico, a Prefeitura busca equilibrar a demanda por infraestrutura de transição energética com a preservação histórica. O foco do espaço agora passa a ser estritamente de utilidade pública e sustentabilidade, fornecendo recarga para a frota eletrificada da capital sem interferir no patrimônio cultural fluminense.










