O Banco Central revogou a regra que limitava a R$ 500 por dia os pagamentos realizados por meio do Pix por aproximação. A mudança foi oficializada na Instrução Normativa nº 746, publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (17), e entrará em vigor em 1º de outubro de 2026.
Com a nova norma, o valor máximo das transações passará a ser definido pelo próprio usuário, de acordo com os limites gerais já estabelecidos para o Pix tradicional, utilizado por meio de chaves ou QR Codes. Até então, a modalidade de pagamento por aproximação possuía um teto diário específico de R$ 500.
O Pix por aproximação permite que o consumidor realize pagamentos apenas aproximando o celular da maquininha de cartão, de forma semelhante ao funcionamento dos cartões com tecnologia contactless. Para utilizar o recurso, é necessário que o aparelho tenha tecnologia NFC e que a conta bancária esteja vinculada a uma carteira digital ou ao aplicativo da instituição financeira.
Entre as carteiras compatíveis estão plataformas como Google Pay e Samsung Wallet. Para habilitar a funcionalidade, o usuário também precisa autorizar o compartilhamento de dados por meio do sistema Open Finance.
A modalidade, porém, ainda não está disponível para dispositivos da Apple, como o iPhone. A empresa exige o pagamento de uma taxa para acesso à tecnologia utilizada nas transações por aproximação. Desde 2025, a prática é alvo de investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que apura possível conduta anticompetitiva.
As instituições financeiras terão até 1º de outubro de 2026 para adequar seus sistemas às novas regras estabelecidas pelo Banco Central.










