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Prévia da inflação desacelera em junho, mas alimentos ainda pesam no bolso do brasileiro

IPCA-15 sobe 0,41% no mês, puxado por alimentos e energia; batata, tomate e feijão estão entre as maiores altas

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Foto: Reprodução

A prévia da inflação oficial do país perdeu força em junho, mas ainda reflete o impacto dos preços dos alimentos e da energia elétrica no orçamento das famílias brasileiras.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado pelo IBGE nesta quinta-feira (25), registrou alta de 0,41% no mês. O resultado é menor que o de maio, quando o índice havia subido 0,62%.

O número também ficou abaixo da expectativa do mercado financeiro, que projetava alta de 0,44%. Apesar da desaceleração, este é o maior índice para um mês de junho desde 2022.

No acumulado de 12 meses, a inflação subiu para 4,8%, ficando acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central. Analistas do mercado já estimam que o ano de 2026 pode terminar com inflação acima de 5%.

O grupo de alimentação e bebidas voltou a ser o principal responsável pela pressão no índice, mesmo com uma leve desaceleração. Os preços subiram 0,74% em junho, com destaque para alimentos consumidos em casa, que avançaram 0,87%.

Entre os produtos que mais encareceram no mês estão a batata-inglesa, com alta de 29,42%, o tomate, que subiu 17,27%, o feijão-carioca, com aumento de 14,29%, e a cebola, que ficou 9,54% mais cara.

A energia elétrica também seguiu entre os itens que pressionam o orçamento das famílias.