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Ataque a navio no Golfo de Omã faz ONU suspender operação no Estreito de Ormuz

Retirada de navios está interrompida após porta-contêineres ser atingido por projétil

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Reuters/Stringer

A agência marítima da Organização das Nações Unidas (ONU) suspendeu, nesta quinta-feira (25), uma complexa operação de evacuação que vinha sendo realizada para retirar centenas de navios comerciais do Estreito de Ormuz. A decisão drástica foi tomada logo após uma embarcação de carga ter sido atacada no Golfo de Omã, elevando ao máximo a tensão militar e diplomática em uma das rotas marítimas mais estratégicas e vitais para a economia global.

A companhia britânica de segurança marítima United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) confirmou oficialmente a gravidade do incidente. De acordo com os relatórios emitidos pela organização, um navio porta-contêineres foi atingido diretamente por um projétil enquanto tentava realizar a travessia pelo estreito. O impacto ocorreu a uma distância de aproximadamente 13,89 quilômetros do porto de Dahit, localizado em Omã.

O episódio ganhou contornos geopolíticos ainda mais complexos após declarações de bastidores vindas de Washington. Dois oficiais de alto escalão dos Estados Unidos afirmaram à agência de notícias Reuters, sob a condição de anonimato, que o Irã teria sido o responsável pelos disparos contra o navio de carga. A tripulação da embarcação envolvida no incidente já havia relatado às autoridades internacionais o momento exato do impacto sofrido durante o trajeto.

A operação de evacuação emergencial havia sido iniciada na última terça-feira (23) com o objetivo de esvaziar a região de risco. O plano internacional permitia que navios e suas respectivas tripulações deixassem o Golfo por meio de duas rotas seguras preestabelecidas: uma que cortava as águas territoriais iranianas e outra que passava pelas águas de Omã, tudo sob a estrita supervisão militar dos Estados Unidos.

Segundo dados preliminares divulgados pela Organização Marítima Internacional (OMI), o corredor humanitário vinha funcionando em ritmo acelerado. Entre o início dos trabalhos na terça-feira e a interrupção repentina nesta quinta-feira, cerca de 57 navios comerciais e aproximadamente 1.100 tripulantes haviam conseguido atravessar com sucesso o Estreito de Ormuz, escapando do cerco na região.

Até o momento, as autoridades internacionais que coordenam a segurança na área ainda não confirmaram oficialmente a autoria dos ataques e evitam apontar culpados publicamente antes da conclusão das investigações técnicas. Também não foram divulgadas informações detalhadas sobre a gravidade dos danos estruturais causados ao porta-contêineres ou o estado de saúde dos marinheiros a bordo.

Por outro lado, o clima de ameaça na região ganhou novas declarações oficiais por parte do governo de Teerã. A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, órgão criado pelo Irã especificamente para gerenciar e monitorar o tráfego no Estreito de Ormuz, emitiu um comunicado oficial nesta quinta-feira subindo o tom dos avisos às empresas de navegação.

Na nota, a autoridade iraniana afirmou categoricamente que todas as embarcações comerciais que trafegarem fora das rotas estabelecidas pelo país não terão qualquer garantia de passagem segura. O alerta aumenta o temor internacional de novos bloqueios ou ataques diretos na região, deixando o comércio marítimo mundial em estado de alerta máximo por tempo indeterminado.