O mercado de trabalho brasileiro segue concentrando a maior parte dos empregos formais em setores que pagam salários abaixo da média nacional. É o que mostra a nova edição das Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento, com base em dados de 2024, analisou 20 setores da economia e aponta que os dez segmentos com maior número de trabalhadores somam mais de 48,9 milhões de empregos formais. Isso representa mais de 90% de todos os vínculos com carteira assinada no país.
Apesar de concentrarem vagas, muitos desses setores têm remuneração inferior à média nacional, que ficou em R$ 3.932,45 por mês.
O comércio segue como o maior empregador do país, reunindo quase 9,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada. Em seguida aparecem a administração pública, com cerca de 8,8 milhões de vínculos, e a indústria de transformação, com aproximadamente 8,3 milhões de empregados.
Também se destacam entre os maiores empregadores áreas como serviços administrativos, educação, saúde, transporte, construção civil, hospedagem e alimentação, além de atividades profissionais e técnicas.
Juntos, esses setores concentram a grande maioria dos empregos formais no Brasil, reforçando a dependência da economia nacional de áreas de maior volume de vagas, mas menor remuneração média.










