O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu agenda em Itajaí, Santa Catarina, nesta sexta-feira (26/6), onde participou da cerimônia de lançamento ao mar e batismo da fragata Cunha Moreira. A embarcação é a terceira unidade do Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT). Durante o evento militar, o chefe do Executivo aproveitou o espaço para subir o tom contra o presidente dos Estados Unidos, o republicano Donald Trump. Em seu discurso, o petista criticou duramente a postura de Washington e alertou sobre supostos planos expansionistas do líder norte-americano.
Lula afirmou que o cenário geopolítico global exige atenção e cautela do Brasil diante de lideranças imprevisíveis. “Eu não quero guerra, mas também não quero ser pego de surpresa. Eu não quero constatar que eu não tenho nada, sabe, eu tenho de me cuidar”, desabafou o presidente. Em seguida, o mandatário brasileiro disparou críticas diretas a Trump, mencionando territórios que estariam na mira da atual gestão da Casa Branca: “Está cheio de nego maluco no mundo. Agora mesmo, o presidente americano quer tomar a Groenlândia, o Canadá, que vai virar Estado dele. Quer tomar o Canal do Panamá. Onde é que nós estamos?”, questionou.
Diante do diagnóstico de instabilidade internacional, o titular do Planalto defendeu a necessidade imediata de robustecer as Forças Armadas brasileiras. O petista anunciou que incluirá formalmente o tema da defesa nacional nas propostas de governo para sua campanha de reeleição. Para ele, o orçamento e os aportes financeiros destinados ao setor precisam passar por uma reformulação profunda no país, deixando de ter um caráter meramente paliativo ou de manutenção básica de equipamentos obsoletos.
“Não é possível que a gente não coloque a defesa como uma coisa extremamente urgente e prioritária. A gente não pode discutir defesa apenas repondo aquilo que estragou”, pontuou o presidente. Lula enfatizou que o fortalecimento militar deve estar atrelado a uma visão de soberania de longo prazo, e não apenas a reações imediatistas. “É preciso que a gente defina um projeto de país que a gente quer e, definindo que país a gente quer, [é possível estabelecer] que defesa precisamos para garantir este país”, concluiu.
Ao encerrar seu pronunciamento, o presidente reiterou que a construção de uma estratégia sólida de defesa é o único caminho seguro para blindar o Brasil. Segundo a visão apresentada pelo chefe do Planalto, o desenvolvimento de um projeto estratégico nacional é fundamental para preparar e proteger preventivamente o território brasileiro contra eventuais ameaças externas que possam surgir no atual tabuleiro político global.










