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Número de mortos em terremoto na Venezuela sobe para 1.430

Balanço divulgado pelo governo venezuelano também apontou mais de 3.000 feridos e 3.100 pessoas desabrigadas devido ao desastre

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A Venezuela entra neste sábado (27) em uma corrida desesperada contra o tempo no terceiro dia de buscas por sobreviventes após o devastador terremoto duplo que atingiu o país. O governo venezuelano confirmou, em novo balanço , 1430 mortos, 3.000 feridos e 3.100 desabrigados. No entanto, os números reais podem ser dramaticamente maiores: a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que haja mais de 50 mil desaparecidos sob os escombros de quase 400 prédios destruídos.

A população das áreas mais atingidas enfrenta o desespero diante da escassez de equipes estatais de resgate, enquanto o relógio corre contra a janela crítica de 72 horas para encontrar sobreviventes com vida, prazo que se encerra neste sábado. Para conter o caos urbano e o trânsito que prejudicavam os trabalhos, o governo venezuelano bloqueou totalmente o acesso a La Guaira, o epicentro da destruição. A entrada na cidade agora está rigidamente restrita a pessoas com autorizações oficiais, e a presidente interina, Delcy Rodríguez, anunciou a militarização das zonas de desastre com o envio imediato de tropas.

Paralelamente, uma ampla mobilização humanitária global ganha força com o desembarque de dezenas de equipes estrangeiras de salvamento no país. O Brasil atua diretamente no apoio às vítimas: um voo da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou na última sexta-feira carregando suprimentos essenciais, e militares brasileiros enviam neste sábado um hospital de campanha móvel para reforçar o atendimento médico emergencial na região.

A situação logística e de segurança é agravada pela persistente instabilidade geológica. Na sexta-feira, um novo sismo de magnitude 4,9 assustou os moradores de Caracas, gerando alerta máximo pelo risco iminente de desabamento de estruturas que já se encontram severamente fragilizadas pelos abalos anteriores. Como reflexo dos danos estruturais e para priorizar o fluxo de ajuda, o Aeroporto Internacional de Maiquetía permanece fechado para voos comerciais.

Fatores de Alta Letalidade: Densidade e Estrutura

O cálculo alarmante emitido pelo órgão norte-americano baseia-se em variáveis geográficas e estruturais críticas que potencializam a crise humanitária.

  • Áreas densamente povoadas: Os fortes tremores atingiram diretamente centros urbanos com grande concentração de moradores.
  • Vulnerabilidade habitacional: O modelo estatístico cruza a intensidade das ondas sísmicas com o tipo de construção local, apontando alto risco de colapso de prédios e casas.
  • Buscas intensas: Equipes de resgate correm contra o tempo, pois o volume de escombros indica que milhares de pessoas seguem desaparecidas sob as estruturas.

A Resposta brasileira

O governo brasileiro confirmou o envio imediato de ajuda humanitária à Venezuela após um duplo terremoto histórico atingir o país vizinho nesta semana. A determinação partiu diretamente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se mobilizou diante do cenário devastador na região. Modelos de impacto elaborados pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) calculam que o total de fatalidades pode passar de 10 mil pessoas, com riscos estatísticos de o número final ser ainda mais elevado.

Em contato direto com as autoridades venezuelanas, o presidente Lula garantiu o apoio do Brasil para mitigar os impactos imediatos do desastre. O plano de ação emergencial inclui:

  1. Insumos vitais: Envio prioritário de água potável, alimentos e medicamentos para as áreas afetadas.
  2. Logística de transporte: Mobilização de canais de transporte para garantir que a ajuda chegue com rapidez aos necessitados.
  3. Monitoramento diplomático: Atuação do Ministério das Relações Exteriores para acompanhar a situação e prestar assistência a brasileiros na região.