O empresário Fernando Sampaio de Souza e Silva, proprietário da agência Outsider Tours, foi preso novamente pela Polícia Federal nesta sexta-feira (26) no Aeroporto Internacional do Galeão, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O mandado de prisão preventiva foi expedido pela 1ª Vara Criminal de Aracaju, em Sergipe, como parte de investigações coordenadas sobre crimes de estelionato envolvendo a venda fraudulenta de pacotes de turismo esportivo.
A empresa controlada por Fernando acumulou forte repercussão negativa após comercializar viagens para grandes competições, como as finais da Copa Libertadores e da Champions League, sem prestar os serviços contratados aos clientes. Atualmente, o empresário acumula uma extensa ficha jurídica que ultrapassa 600 processos judiciais e registros de ocorrência distribuídos por diversos estados do país.
- Janeiro de 2026: O empresário foi capturado inicialmente em Balneário Camboriú (SC), em um condomínio de alto padrão, cumprindo ordem expedida pela Justiça do Pará.
- Abril de 2026: Após passar pouco menos de três meses em regime fechado, obteve o direito de responder aos processos em liberdade.
- Julgamentos pendentes: No Rio de Janeiro, Fernando já havia sido indiciado duas vezes por estelionato e responde formalmente a uma ação criminal correlata na Justiça fluminense.
Mesmo após o CNPJ principal da Outsider Turismo Ltda. ser classificado como inapto pela Receita Federal devido a pendências trabalhistas, as autoridades apontam que as transações continuavam ativas. De acordo com os inquéritos, o grupo utilizava a firma subsidiária Turisport Turismo Ltda. — que operava com o mesmo nome fantasia — como conta de recebimento para atrair novos torcedores e lesar agências parceiras, gerando prejuízos individuais estimados em milhões de reais.
Em nota oficial encaminhada aos portais de notícias, a equipe jurídica que representa Fernando Sampaio declarou receber a nova ordem de prisão preventiva com “surpresa e preocupação”. A defesa optou por não manifestar argumentos detalhados sobre o mérito das acusações, justificando que ainda não obteve acesso à íntegra dos autos judiciais emitidos pela comarca de Aracaju. Os advogados reforçaram que pretendem acionar os recursos cabíveis nas instâncias competentes para reverter a prisão e resguardar os direitos do réu.










