Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Datafolha para o Senado no RJ, votos válidos: Benedita, 26%; Portinho, 19%; Jordy, 18%
Eleições 2026
Datafolha para o Senado no RJ, votos válidos: Benedita, 26%; Portinho, 19%; Jordy, 18%
Quaest mostra disputa acirrada pelas duas vagas ao Senado no Rio
Eleições 2026
Quaest mostra disputa acirrada pelas duas vagas ao Senado no Rio
Datafolha: Lula tem 45% e Flávio, 42%, dos votos válidos na véspera da eleição
Brasil
Datafolha: Lula tem 45% e Flávio, 42%, dos votos válidos na véspera da eleição
Datafolha: Paes tem 46% e Ruas, 38% dos votos válidos
Eleições 2026
Datafolha: Paes tem 46% e Ruas, 38% dos votos válidos
Quaest aponta Paes com 49% e Ruas com 40% dos votos válidos no Rio
Eleições 2026
Quaest aponta Paes com 49% e Ruas com 40% dos votos válidos no Rio
Benedita da Silva se encontra com comitiva de observadores internacionais da eleição
Eleições 2026
Benedita da Silva se encontra com comitiva de observadores internacionais da eleição
Paes encerra campanha na Zona Oeste e intensifica ataques a Ruas na véspera da eleição
Eleições 2026
Paes encerra campanha na Zona Oeste e intensifica ataques a Ruas na véspera da eleição
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Calor recorde na Europa mata mais de 1,2 mil e gera caos no transporte e na energia

Cientistas alertam que o fenômeno é agravado pelo aquecimento global

Siga-nos no

Foto: Reprodução

A Europa enfrenta a onda de calor mais intensa já registrada em sua história, acumulando mais de 1,2 mil mortes em menos de uma semana e afetando a infraestrutura vital do continente. Neste domingo (28), uma massa de ar quente extrema deve expor mais de 190 milhões de pessoas a temperaturas superiores a 35°C. Cientistas alertam que o fenômeno é agravado pelo aquecimento global e potencializado por um “bloqueio ômega”, padrão atmosférico que aprisiona o ar quente sobre a mesma região por vários dias.

O impacto na saúde pública gerou alertas vermelhos nas principais capitais. Na França, a agência de saúde pública confirmou cerca de mil mortes acima do esperado desde quarta-feira (24), concentradas em idosos com mais de 65 anos e com forte aumento de óbitos em domicílio na região de Paris. Na Espanha, o Ministério da Saúde associou outras 212 mortes ao calor extremo em um intervalo de apenas quatro dias.

A ministra da Saúde francesa, Stéphanie Rist, alertou que os hospitais continuam sob forte pressão. “O episódio ainda não acabou”, declarou à emissora BFM, reforçando ao jornal La Tribune que as complicações médicas decorrentes do calor extremo podem continuar aparecendo por até dez dias após o recuo dos termômetros.

Termômetros rompem marcas históricas

O fim de semana foi marcado pela quebra sucessiva de recordes absolutos de temperatura em vários países do continente:

  • Alemanha: Registrou a maior temperatura de sua história com 41,5°C no sábado, superando o recorde do dia anterior, com risco de atingir 42°C neste domingo;
  • República Tcheca: Marcou 40,8°C ao norte de Praga, com previsão de ultrapassar os 41°C nas próximas horas;
  • Suíça: A cidade de Basileia atingiu 39°C, quebrando o recorde histórico para o mês de junho pelo terceiro dia consecutivo;
  • Dinamarca: Chegou aos 37°C, a temperatura mais alta registrada no país desde o início das medições oficiais.

Devido às condições extremas, dezenas de festivais, eventos ao ar livre e manifestações políticas foram cancelados ou adiados de Berlim a Viena para evitar colapsos térmicos na população.

Infraestrutura, energia e ferrovias em xeque

Além da crise humanitária, o calor extremo começou a paralisar setores econômicos e de infraestrutura. Na Hungria, a usina nuclear de Paks precisou reduzir drasticamente a geração de eletricidade após as águas do rio Danúbio, utilizadas no resfriamento dos reatores, atingirem níveis críticos de aquecimento.

Na Alemanha, o calor causou rachaduras no asfalto de rodovias e gerou o risco de deformação de trilhos de trem. A principal operadora ferroviária alemã flexibilizou as regras de cancelamento e reembolso de passagens para desincentivar viagens não essenciais. Economistas alertam que a recorrência de eventos dessa magnitude projeta perdas financeiras severas de longo prazo para a agricultura, turismo e produtividade industrial europeia.