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Governo anuncia Desenrola Adimplentes para ajudar quem tem dificuldade de acesso a crédito

A ideia é permitir que público tenha condições para renegociar dívidas futuras ou contratar empréstimos com juros mais baixos

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reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anuncia hoje um novo programa para renegociação de dívidas. O Desenrola Adimplentes será a proposta da equipe econômica para ampliar o Desenrola 2.0 e atingir pessoas que estão com as contas em dia, mas enfrentam dificuldade de acesso a crédito ou sofrem com juros altos.

A ideia é permitir que esse público também tenha condições mais favoráveis para renegociar dívidas futuras ou contratar empréstimos com juros mais baixos, usando mecanismos de garantia, como parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ou verbas rescisórias, para reduzir o risco das operações.

Nos bastidores, havia receio sobre o programa, já que bancos demonstram resistência em aderir ao programa, o que tem limitado o avanço da iniciativa, com falta de um desenho mais claro e incentivos considerados suficientes pelo setor financeiro.

Apesar dos impasses, o governo precisava lançar o programa até sexta-feira (3/7), já que a legislação eleitoral proíbe a promoção de atos do governo nos três meses antecedentes às eleições — marcadas para 3 de outubro.

Segundo interlocutores, um dos principais entraves da medida é o público alvo do programa. Uma fonte da equipe econômica afirmou que o governo que diminuir a taxa de juros oferecida no projeto, que deve ser de 4%, segundo informações.

No entanto, com a redução da taxa, o público elegível também fica limitado, o que afasta o interesse dos bancos. Nos bastidores, entidades do setor financeiro apontam que não existem vantagens na renegociação de dívida dos adimplentes.

A proposta do governo de reduzir os juros altos de uma dívida que está sendo paga não agrada aos bancos, já que além do faturamento ser impactado pela renegociação, também seria preciso criar uma infraestrutura de organização dentro dos sistemas das instituições financeiras, o que gera custo e não deve trazer grandes retornos, explicou um interlocutor a par das negociações.