Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Governo em exercício faz nova rodada de cortes e muda comando em órgãos do Rio
Estado
Governo em exercício faz nova rodada de cortes e muda comando em órgãos do Rio
Greve de ônibus no Rio tem tumulto, depredação e impasse entre rodoviários e empresas
Rio de Janeiro
Greve de ônibus no Rio tem tumulto, depredação e impasse entre rodoviários e empresas
Governo amplia vacinação contra HPV e prorroga campanha para adolescentes até dezembro
Saúde
Governo amplia vacinação contra HPV e prorroga campanha para adolescentes até dezembro
Rio abre 350 vagas grátis em cursos de qualificação para jovens na Gamboa
Rio de Janeiro
Rio abre 350 vagas grátis em cursos de qualificação para jovens na Gamboa
Paquetá sofre lesão muscular e vira dúvida para as oitavas da Copa
Esportes
Paquetá sofre lesão muscular e vira dúvida para as oitavas da Copa
Dino libera processo e STF deve retomar julgamento sobre escolha de governador-tampão no Rio
Esportes
Dino libera processo e STF deve retomar julgamento sobre escolha de governador-tampão no Rio
Governo anuncia pacote de R$ 9,8 bilhões para preparar o SUS contra eventos climáticos extremos
Saúde
Governo anuncia pacote de R$ 9,8 bilhões para preparar o SUS contra eventos climáticos extremos
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Polícia Civil investiga morte de jovem após ter intestino perfurado em cesariana no Rio

Laudo aponta que a paciente sofreu uma perfuração intestinal de cerca de 20 centímetros durante a cesariana

Siga-nos no

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro investiga as circunstâncias da morte de Jessyca Santos Mendonça, de 29 anos. Ela faleceu 17 dias após dar à luz em uma maternidade particular. A família acusa a equipe médica de negligência e erro cirúrgico. O laudo aponta que a paciente sofreu uma perfuração intestinal de cerca de 20 centímetros durante a cesariana. A lesão desencadeou um quadro de infecção generalizada e sepse, que evoluiu para morte encefálica no dia 25 de junho.

O caso começou no dia 8 de junho no Hospital da Mulher Intermédica Jacarepaguá, na Freguesia. De acordo com o marido da vítima, Marllon de Oliveira Peixoto, o parto foi conturbado. O filho do casal, José, nasceu com um quadro de asfixia grave. O recém-nascido precisou ser reanimado pela pediatra de plantão na sala de cirurgia.

Sintomas ignorados e atraso na transferência

Horas após o procedimento, Jessyca passou a queixar-se de dores abdominais agudas. Familiares relatam que o plantão de enfermagem minimizou os sintomas, atribuindo o desconforto a “gases”. No dia seguinte, o abdômen da paciente apresentava um inchaço severo, e ela já não conseguia apoiar os pés no chão. Diante da piora rápida, os próprios médicos da unidade recomendaram a transferência para um hospital de maior porte.

A advogada da família, Bianca Macário, denuncia que a transferência demorou dois dias para ocorrer. Jessyca foi levada para o Hospital Santa Martha, em Niterói, onde exames de imagem diagnosticaram a perfuração na alça intestinal. A jovem foi submetida a uma cirurgia de emergência para a retirada do trecho lesionado, mas não resistiu à gravidade da infecção. A defesa aponta ainda que os obstetras classificaram o parto como anormal devido a uma placenta “esfarelada”.

Falta de notificação oficial e investigação

A defesa da família alega que o hospital omitiu a comunicação do óbito à Polícia Civil. A própria advogada precisou encaminhar o laudo do médico patologista — que confirmava o corte no intestino — às autoridades para viabilizar a abertura do inquérito. O sepultamento de Jessyca ocorreu no último domingo (28), enquanto o bebê segue sob os cuidados do pai.

A corporação informou que o boletim de ocorrência foi formalizado inicialmente na 77ª DP (Icaraí). O caso acabou redistribuído para a 41ª DP (Tanque), delegacia responsável pela área onde o parto foi realizado. Os agentes realizam diligências, analisam prontuários e devem intimar a equipe médica nas próximas semanas.

Posicionamento da rede de saúde

O grupo Hapvida Notredame Intermédica, responsável por ambas as unidades de saúde envolvidas, lamentou formalmente o falecimento. A empresa privada declarou que aplicou todos os protocolos assistenciais recomendados, como exames, UTI e acompanhamento multidisciplinar. A operadora abriu uma sindicância interna para revisar toda a jornada de atendimento da paciente e informou que o encaminhamento do corpo ao Instituto Médico Legal (IML) ajudará a esclarecer o óbito de forma transparente.