A greve dos rodoviários do Rio de Janeiro foi mantida nesta terça-feira (30/06) após uma assembleia marcada por confusão no Centro da cidade. A decisão provocou novos atos de vandalismo e agravou a crise no transporte público.
Durante a reunião, uma primeira votação chegou a aprovar o estado de greve, com previsão de retorno ao trabalho na quarta-feira (1), sem desconto dos dias parados. Mas uma segunda votação manteve a paralisação, o que gerou revolta entre parte dos trabalhadores. Houve tumulto, com arremesso de ovos e o carro do sindicato cercado.
Depois da assembleia, ônibus foram depredados no Centro do Rio. Em pelo menos cinco coletivos, passageiros foram obrigados a descer e veículos tiveram retrovisores quebrados. Segundo o sindicato das empresas, mais de 15 ônibus foram vandalizados e rodoviários que trabalhavam foram agredidos. O sindicato dos trabalhadores afirma que repudia atos de violência.
O impasse acontece após uma audiência de conciliação terminar sem acordo entre rodoviários e empresas. Os trabalhadores pedem reajuste de 17%, piso de até R$ 5 mil e aumento do vale-alimentação, entre outras demandas. Já o sindicato patronal oferece reajuste de 4,39% e diz não ter condições de avançar.
Nesta terça, cerca de 1.400 ônibus circularam no Rio, abaixo do total exigido pela Justiça, que prevê pelo menos 50% da frota. A paralisação já causa longas esperas e lotação nos pontos de ônibus desde o início da greve. Uma nova reunião está marcada para a próxima segunda-feira (6).








