Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Nova pesquisa mostra Lula a frente de Flávio no primeiro e segundo turno
Política
Nova pesquisa mostra Lula a frente de Flávio no primeiro e segundo turno
Aneel mantém bandeira amarela para a conta de luz e tarifa segue mais cara
Brasil
Aneel mantém bandeira amarela para a conta de luz e tarifa segue mais cara
Força-tarefa contra violência de gênero prende mais de 600 criminosos no Estado do Rio
Estado
Força-tarefa contra violência de gênero prende mais de 600 criminosos no Estado do Rio
Violência psicológica contra mulheres cresce 1300% em 10 anos no RJ
Estado
Violência psicológica contra mulheres cresce 1300% em 10 anos no RJ
Terremotos levam sistema de saúde da Venezuela ao colapso
Mundo
Terremotos levam sistema de saúde da Venezuela ao colapso
Justiça italiana analisa extradição da ex-deputada Carla Zambelli
Política
Justiça italiana analisa extradição da ex-deputada Carla Zambelli
Mais de 8 mil pessoas morreram em ações policiais no Rio desde 2019
Rio de Janeiro
Mais de 8 mil pessoas morreram em ações policiais no Rio desde 2019
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Alerj aprova diretrizes orçamentárias para 2027 com rigor nos gastos

Texto projeta déficit de R$ 13 bilhões, prevê cortes e incorpora 321 emendas parlamentares

Siga-nos no

Foto: Erick Quintanilha/Alerj

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) encerrou o primeiro semestre de 2026 com a aprovação em redação final do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2027 (PL 7.505/26). Enviado pelo Poder Executivo, o texto estabelece as bases fundamentais para o planejamento financeiro e macroeconômico do estado no próximo ano. O Parlamento fluminense exerceu papel ativo na construção do documento, aprovando, de forma total ou parcial, 321 das 489 emendas propostas pelos deputados, modificando pontos centrais da versão original.

O grande desafio do planejamento está no desequilíbrio estrutural das contas públicas. O governo estadual estima um déficit de aproximadamente R$ 13 bilhões para 2027, fruto de uma receita prevista de R$ 120 bilhões frente a despesas calculadas em R$ 133 bilhões. A pressão financeira se estende para os anos seguintes, com projeções de saldos negativos de R$ 12,9 bilhões em 2028 e R$ 13,8 bilhões em 2029. O principal alento vem da arrecadação do ICMS, maior fonte de receita fluminense, que deve manter trajetória de crescimento: a estimativa é de R$ 61,15 bilhões em 2027, R$ 64,98 bilhões em 2028 e R$ 68,75 bilhões em 2029.

Para contrapor o cenário deficitário, o eixo central do PLDO 2027 foca na busca pelo equilíbrio fiscal rígido, trazendo mecanismos severos de ajuste em caso de frustração de receitas. A grande novidade da proposta é a extensão da possibilidade de limitação de empenho e movimentação financeira a todos os Poderes e órgãos autônomos — incluindo o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e a Defensoria Pública —, caso as metas fiscais não sejam cumpridas. Na esfera interna, o Executivo destaca que gastos com pessoal, encargos e serviços da dívida somam R$ 75 bilhões (61,7% do orçamento), uma rigidez que o governo afirma gerenciar dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Além do controle de danos, o projeto fixa diretrizes indutoras para o desenvolvimento econômico. Os investimentos de estatais e da agência estadual de fomento deverão priorizar as micro e pequenas empresas, a inovação tecnológica, a economia verde e setores estratégicos, como o turismo e a economia do mar.

Por fim, as emendas parlamentares aprovadas ampliaram o controle da Alerj sobre a gestão de riscos e demandas sociais. O Executivo agora fica obrigado a encaminhar, junto à proposta orçamentária anual, um relatório detalhado sobre os riscos aos investimentos do estado, com foco nos efeitos da adesão ao Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados). Em paralelo, uma emenda do deputado Luiz Paulo (PSD) assegurou prioridade para a recomposição salarial dos servidores e a realização de novos concursos públicos em áreas estratégicas, equilibrando as demandas do funcionalismo com a urgente austeridade fiscal.