A nova audiência de conciliação entre representantes dos rodoviários e das empresas de ônibus começou por volta das 11h20 desta quarta-feira (1º), na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1), no Centro do Rio. Durante a sessão, a categoria voltou a apresentar suas reivindicações, enquanto o Rio Ônibus manteve a proposta de reajuste salarial de 4,39% e no valor da cesta básica.
A reunião foi encerrada por volta de 12h50 sem solução definida sobre a greve, que chegou ao terceiro dia nesta quarta.
Antes do início das negociações, o presidente do TRT-1, desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, comentou a confusão registrada após a audiência realizada na terça-feira (30), quando houve tumulto do lado de fora do tribunal durante uma assembleia convocada pelo Sindicato dos Rodoviários.
O presidente da entidade, Sebastião José, afirmou que a assembleia havia sido marcada em frente ao TRT para agilizar a comunicação com os trabalhadores. Segundo ele, para evitar novos episódios, o resultado da audiência desta quarta será levado para votação na sede do Sindicato em Rocha Miranda, na Zona Norte, às 16h.
A proposta também leva em conta a possibilidade de suspensão temporária desta greve até a próxima segunda-feira (6), quando haverá uma nova audiência no TRT-1, no Centro do Rio.
Reivindicações
Na audiência, os rodoviários destacaram as principais reivindicações da greve. A categoria pede piso de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais, R$ 5 mil para condutores de articulados, vale-alimentação de R$ 1 mil, implantação de plano de saúde e mudanças na escala de trabalho.
Outro ponto levado à mesa de negociação é a jornada de sete horas e meia. Segundo o sindicato, os motoristas têm um intervalo de 30 minutos para refeição, dividido em três pausas, e alegam que esse período vem sendo descontado da jornada.
Já o Rio Ônibus, que representa as empresas, informou que mantém a proposta de reajuste de 4,39% nos salários e na cesta básica, com aplicação prevista já na próxima folha de pagamento.










