A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, na manhã desta sexta-feira (3), Cleyton Coutinho Conceição, apontado como o principal articulador da rota de haxixe entre São Paulo e o território fluminense. O criminoso, considerado peça-chave na estrutura do Comando Vermelho (CV), foi localizado e capturado por agentes no Complexo de Manguinhos, na Zona Norte da capital.
A prisão é o resultado de uma investigação conjunta entre a Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense (DRE-BF) e a Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP). O monitoramento desarticulou um esquema sofisticado que abastecia os complexos da Penha e de Manguinhos com cerca de uma tonelada da droga por mês.
Logística interestadual usava carros de locadora na Via Dutra
O esquema criminoso começou a ruir após um trabalho de inteligência com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os agentes federais identificaram um padrão suspeito de carros alugados que cruzavam repetidamente a Rodovia Presidente Dutra (BR-116) conectando os dois estados.
A partir do rastreamento dos veículos, a polícia montou cercos táticos na rodovia que revelaram a engrenagem do tráfico:
- Fábrica clandestina: A droga era produzida em larga escala em um laboratório oculto em Guarulhos (SP).
- Transporte semanal: Cargas de aproximadamente 200 kg cruzavam a divisa dos estados a cada sete dias utilizando a frota alugada.
- Distribuição local: Cleyton recebia as remessas diretamente no Rio e dividia o material entre as principais lideranças das favelas do CV.
Durante as investigações, a PRF realizou duas grandes interceptações na rodovia. Na primeira abordagem, os policiais apreenderam uma carga expressiva de haxixe e descobriram a existência do grupo. Na segunda investida, as equipes apreenderam mais 200 kg do entorpecente, o que permitiu o mapeamento completo da rota e da divisão de tarefas da quadrilha.
Com a captura de Cleyton nesta sexta-feira, sobe para quatro o número de integrantes do bando que já estão atrás das grades. Os chefes da organização permanecem foragidos em São Paulo, de onde comandam a produção e a contabilidade do grupo. A Polícia Civil informou que as investigações continuam com foco no rastreamento financeiro e no bloqueio de contas bancárias ligadas à facção.










