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Flávio Bolsonaro terá cinco minutos em audiência dos EUA sobre tarifaço

Senador participará de audiência pública em Washington e defenderá o fim da sobretaxa

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reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participará nesta terça-feira (7) de uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), em Washington, para discutir a proposta de aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

Pré-candidato à Presidência da República, o parlamentar terá cerca de cinco minutos para apresentar sua posição durante um dos painéis da audiência. A estratégia é reforçar que é contrário à sobretaxa e defender uma solução negociada para o impasse comercial entre Brasil e Estados Unidos.

A participação ocorre em meio ao acirramento das divergências entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a oposição sobre a condução das relações comerciais entre os dois países.

Aliados do senador afirmam que o principal objetivo da apresentação é evitar que sua atuação seja associada ao apoio às tarifas propostas pelo governo norte-americano.

Nos últimos dias, Flávio Bolsonaro passou a defender publicamente que as tarifas sejam suspensas enquanto Brasil e Estados Unidos negociam uma solução para o conflito comercial. Segundo interlocutores, a proposta acabou sendo interpretada como uma defesa do adiamento da medida, o que motivou uma mudança na estratégia de comunicação.

Durante a audiência, o senador pretende deixar claro que é contrário à aplicação da sobretaxa e que busca uma saída diplomática para preservar as relações comerciais entre os dois países.

Outro ponto central da manifestação será a defesa do Pix, incluído entre os assuntos analisados na investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos. Flávio argumentará que o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos é uma infraestrutura pública administrada pelo Banco Central e não representa concorrência desleal às empresas americanas do setor financeiro.

O parlamentar também deverá sustentar que o mecanismo não deveria ser alvo de qualquer medida de retaliação comercial.

Além das tarifas e do Pix, o senador pretende defender uma ampliação das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. No documento encaminhado previamente ao USTR, Flávio Bolsonaro afirma que o Brasil deveria ampliar a celebração de acordos bilaterais e reduzir as limitações impostas pelo Mercosul, com o objetivo de aumentar a competitividade do país no comércio internacional.

Audiência reúne governo, empresas e especialistas
A audiência promovida pelo USTR representa a última etapa pública da investigação comercial aberta pelos Estados Unidos antes da decisão prevista para 15 de julho sobre a eventual aplicação da tarifa adicional de 25% aos produtos brasileiros.

Além de Flávio Bolsonaro, participarão representantes da indústria brasileira, empresas americanas, entidades empresariais e especialistas em comércio internacional.

Cada participante terá aproximadamente cinco minutos para resumir os argumentos apresentados previamente por escrito ao governo norte-americano. Após as exposições, integrantes do USTR poderão fazer perguntas aos convidados.