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Arma de Bolsonaro não encontrada pelo Exército está no RS, diz defesa

Seis dos 8 armamento em nome do ex-presidente já foram encaminhados à Polícia Federal.

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reprodução

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que corrigiu uma informação prestada anteriormente sobre a localização de uma das armas registradas em nome dele. Segundo os advogados, uma espingarda calibre 12 da marca Maestro Arms Company não está sob guarda do Exército, mas permanece armazenada em uma empresa importadora de artigos bélicos em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.

A manifestação foi apresentada após o Exército informar ao STF que mantinha apenas seis armas de Bolsonaro sob custódia, enquanto a defesa havia indicado inicialmente que seriam oito. Os seis armamentos já foram encaminhados à Polícia Federal.

De acordo com os advogados, a espingarda foi recebida como presente pelo ex-presidente e permaneceu na empresa importadora desde sua chegada ao país, sem ter sido retirada. A defesa pediu ao ministro Alexandre de Moraes que determine o envio de um ofício à companhia para confirmar oficialmente a localização do armamento e permitir sua apresentação à Polícia Federal.

Além da espingarda, a defesa também esclareceu o paradeiro de uma segunda arma que não aparecia na lista enviada pelo Exército ao Supremo. Trata-se de uma pistola apreendida durante uma blitz da Lei Seca em Brasília.

O caso teve início após a decisão de Moraes que determinou a cassação do porte de arma de Bolsonaro e o recolhimento dos armamentos registrados em nome do ex-presidente. Ao todo, havia dez armas vinculadas a Bolsonaro: seis estavam com o Exército e foram entregues à PF; duas já estavam com a Polícia Federal desde 2023; uma permanece, segundo a defesa, na importadora gaúcha; e outra foi apreendida em uma fiscalização de trânsito no Distrito Federal.