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Camelôs protestam na Prefeitura contra operação que promete endurecer fiscalização no Rio

Ambulantes pedem diálogo com o prefeito e criticam programa que prevê fiscalização permanente na orla da Zona Sul a partir de 16 de julho

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Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Camelôs de diferentes regiões do Rio de Janeiro realizaram um protesto nesta quarta-feira (08/08) em frente à sede da Prefeitura, no Centro da cidade. O grupo se manifestou contra as medidas previstas no Programa Tolerância Zero, que promete reforçar a fiscalização do comércio ambulante e combater a ocupação irregular do espaço público.

Com faixas e palavras de ordem como “Nós queremos trabalhar”, os ambulantes pediram a abertura de um diálogo direto com o prefeito Eduardo Cavaliere e afirmaram que muitos trabalhadores estão sendo prejudicados pelas ações de ordenamento urbano.

O protesto ocorreu um dia após o anúncio do programa, que prevê fiscalização permanente a partir de 16 de julho nas praias do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon. Segundo a Prefeitura, o objetivo é combater a exploração ilegal de pontos comerciais por grupos criminosos e coibir a venda de produtos sem origem comprovada.

A operação contará com ações diárias da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), Guarda Municipal e forças de segurança, além do uso de câmeras e drones para monitoramento das áreas.

Durante a manifestação, ambulantes afirmaram que a categoria está sendo associada de forma generalizada ao crime organizado. Eles defendem que apenas os responsáveis por irregularidades sejam punidos e cobram avanços no processo de regularização dos trabalhadores.

Representantes do Movimento Unido dos Camelôs (Muca) disseram que há profissionais aguardando autorização para trabalhar legalmente há vários anos. O grupo também pediu uma reunião direta com o prefeito para discutir soluções para a categoria.

A Prefeitura informou que comerciantes devidamente autorizados poderão continuar atuando normalmente e afirmou que pretende ampliar alternativas de regularização e acesso a programas de qualificação profissional.

De acordo com a administração municipal, levantamentos identificaram cerca de mil pontos de venda explorados irregularmente e 22 depósitos clandestinos ligados ao comércio ilegal na orla carioca.