A 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, determinou a penhora de quaisquer valores que o senador Romário (PL-RJ) tenha a receber da CazéTV. O ex-jogador integra a equipe de transmissão do canal na cobertura da Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, e o objetivo da medida é quitar uma dívida de R$ 32,4 milhões. Diante do cenário, o parlamentar optou por devolver a parte de seu salário correspondente aos dias em que esteve no país norte-americano.
Na decisão obtida pela coluna, a Justiça exige que a CazéTV apresente a íntegra dos contratos firmados com Romário, incluindo propostas, notas fiscais, recibos e comprovantes de pagamento. O canal de streaming também precisará esclarecer se algum acordo foi fechado por empresas parceiras na cobertura do mundial e apontar quem é a responsável oficial pelos repasses financeiros ao ex-atleta.
O montante milionário é fruto de uma ação de cumprimento de contrato movida pela Koncretize Projetos e Obras Ltda. contra Romário e sua empresa. O processo, que corre sob segredo de Justiça, já está em fase de cumprimento de sentença. Por conta desse impasse judicial, que se arrasta desde 2001, Romário já teve uma lancha, um imóvel e um Porsche penhorados, além de sofrer restrições via Renajud em um Audi e um Peugeot.
Tudo começou devido ao Café Onze Bar, empreendimento do qual o senador era sócio. Conforme consta em processo do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a Koncretize foi contratada para administrar o estacionamento do bar utilizando elevadores de veículos. Quando o estabelecimento fechou, em 2011, o contrato foi rescindido e iniciou-se um imbróglio sobre a retirada do maquinário.
Com o crescimento da multa pelo atraso, Romário chegou a assinar um termo de confissão de dívida no valor aproximado de R$ 1,5 milhão para encerrar a disputa. No entanto, a empresa alega que o compromisso não foi cumprido. Ao longo dos anos, o acúmulo de encargos, juros e correção monetária inflou o saldo devedor até atingir o patamar atual de R$ 32,4 milhões.










