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MPRJ realiza operação contra esquema de R$ 86 milhões no Rio Metrópole

O presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê foi preso; Pai do deputado estadual Alexandre Knoploché considerado foragido.

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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9), a Operação Ouroboros para desarticular um esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole (IRM), autarquia vinculada ao Governo do Estado. De acordo com as investigações, contratos irregulares que somam cerca de R$ 86 milhões teriam sido firmados pelo órgão a partir de 2022.

Até a última atualização, cinco pessoas haviam sido presas, entre elas o presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê. Já Maurício Silva Knoploch dos Santos, diretor de Planejamento e Projetos do instituto e pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL), é considerado foragido.

Ao todo, foram expedidos seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão. Os investigados foram denunciados pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. Entre os presos estão: Davi Perini Vermelho (Didê), presidente do Instituto Rio Metrópole; Caroline Soares Barros, ex-fiscal do IRM, conhecida como “Mulher da Mala”; Amanda Íthala Santos da Paschoa, gestora de contratos do instituto e nora de Maurício Knoploch; Franquis Dias Nepomuceno, delegado e diretor do IRM; e Marcelo Lopes da Silva, procurador do Estado e ex-procurador-geral do IRM.

Segundo o Ministério Público, o esquema envolvia licitações fraudulentas e direcionadas para beneficiar empresas contratadas pelo Instituto Rio Metrópole.

As investigações apontam que as empresas Engeconsult Consultores Técnicos e R Peotta Engenharia e Consultoria receberam contratos da autarquia e, posteriormente, celebraram subcontratos considerados fictícios com a Brazilian Institute of Organic (Instituto Bio).

A ex-fiscal Caroline Soares Barros, apontada como fundadora do Instituto Bio, teria participado da movimentação dos recursos. Conforme a investigação, parte do dinheiro era sacada em espécie, sob escolta de uma empresa de vigilância privada.

Outro ponto investigado é a celebração de aditivos contratuais que ampliaram significativamente os valores dos contratos. Apenas em 2023, um dos contratos da Engeconsult recebeu um acréscimo de R$ 58 milhões.

Criado em 2018, o Instituto Rio Metrópole é responsável por articular e acompanhar o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana do Rio de Janeiro e é vinculado à Secretaria de Estado de Governo.

As investigações prosseguem para apurar a participação de todos os envolvidos e o destino dos recursos públicos supostamente desviados.