Relatório divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) apontou dados preocupantes sobre as barragens no Brasil. Das mais de 29 mil estruturas cadastradas, cerca de 6 mil estão classificadas como de alto risco, e 213 apresentam problemas de conservação e segurança.
O levantamento monitora barragens de mineração, agricultura, abastecimento, controle de vazão, usinas hidrelétricas e estruturas destinadas à contenção de rejeitos. O avanço das mudanças climáticas também acende um alerta para as barragens responsáveis pelo controle de enchentes, que têm se tornado cada vez mais frequentes.
O setor de mineração concentra as estruturas mais críticas, principalmente devido à falta de projetos de engenharia adequados. Das 213 barragens consideradas mais críticas, 60,5% estão concentradas em cinco estados: Rio Grande do Norte (36), São Paulo (26), Pará (23), Pernambuco (23), Minas Gerais (21).
A quantidade de profissionais responsáveis pela fiscalização também preocupa. Atualmente, pouco mais de 300 fiscais estão cadastrados nos órgãos responsáveis por essa atividade, e apenas 161 atuam exclusivamente na fiscalização de barragens.










