Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Pedágio da ViaLagos pode cair 17% após decisão do TCE-RJ
Estado
Pedágio da ViaLagos pode cair 17% após decisão do TCE-RJ
Hemonúcleo de São Gonçalo promove ação de prevenção ao câncer durante o Outubro Rosa
São Gonçalo
Hemonúcleo de São Gonçalo promove ação de prevenção ao câncer durante o Outubro Rosa
Eleitores não podem ser presos a partir desta terça-feira antes do segundo turno
Eleições 2026
Eleitores não podem ser presos a partir desta terça-feira antes do segundo turno
Governador em exercício afasta PMs após morte de secretário de Queimados na Avenida Brasil
Estado
Governador em exercício afasta PMs após morte de secretário de Queimados na Avenida Brasil
Disque Denúncia divulga cartaz para localizar suspeito de atirar em arqueóloga no Leblon
Rio de Janeiro
Disque Denúncia divulga cartaz para localizar suspeito de atirar em arqueóloga no Leblon
MPF cobra R$ 10 milhões por danos ambientais causados por queda de helicóptero na Vista Chinesa
Estado
MPF cobra R$ 10 milhões por danos ambientais causados por queda de helicóptero na Vista Chinesa
Meta diz ao TSE que tomou medidas para candidaturas serem tratadas de forma igual
Eleições 2026
Meta diz ao TSE que tomou medidas para candidaturas serem tratadas de forma igual
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Mulher morre após 25 dias internada por queimaduras sofridas em ritual religioso no Rio

Caroline Pinto dos Santos, de 31 anos, teve 65% do corpo queimado após explosão provocada por combustível

Siga-nos no

Morreu na manhã de quinta-feira (9) Caroline Pinto dos Santos, de 31 anos, que estava internada há 25 dias no Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz. Ela não resistiu à gravidade das lesões após ter 65% do corpo queimado durante um ritual em um terreiro de candomblé em Realengo, na Zona Oeste do Rio. Mãe de três filhas, Caroline havia sido confirmada na religião cerca de 15 dias antes da tragédia.

O caso, ocorrido no dia 13 de junho, ganhou repercussão após imagens chocantes viralizarem nas redes sociais. No vídeo, a vítima aparece agachada perto de imagens religiosas quando um homem joga combustível em uma cumbuca que já continha fogo. O líquido provoca uma explosão imediata e as chamas cobrem a mulher. Participantes entram em pânico e tentam apagar o fogo.

Familiares da vítima acusam o marido da responsável pelo ritual — identificada como Thayane Alves, a Yalorixá Thayane de Osun — de ter despejado a substância inflamável (suspeita-se de etanol ou gasolina) diretamente no recipiente.

A irmã de Caroline fez um desabafo público cobrando punição e afirmando que os envolvidos sumiram após o episódio.

“Eu quero justiça pela minha irmã. Os culpados desapareceram. O zelador disse que não sabia de nada. Como um fato desses acontece diante dele e ele afirma que não tinha conhecimento?”, questionou em entrevista divulgada pelo jornal A Tribuna.

Os parentes relatam que o casal responsável pela cerimônia desativou os perfis nas redes sociais e não foi mais localizado.

Defesa alega “acidente imprevisível”

Antes de apagar suas contas na internet, a Yalorixá Thayane publicou um comunicado oficial. Na nota, ela defendeu que o ritual possuía caráter estritamente particular e foi conduzido apenas por ela e pelo marido, isentando a Casa de Ogum ou terceiros de qualquer responsabilidade.

“No decorrer desse momento, ocorreu um acidente de natureza inesperada e imprevisível, culminando em uma explosão que, infelizmente, resultou em graves ferimentos em Caroline. Trata-se de um fato profundamente lamentável, cuja ocorrência não era prevista ou esperada por qualquer dos presentes”, diz o trecho da nota.

A religiosa ressaltou ainda que Caroline recebeu socorro imediato das pessoas que estavam no local e foi prontamente encaminhada ao hospital especializado.

O caso foi inicialmente registrado na 35ª DP (Campo Grande) e, posteriormente, transferido para a 33ª DP (Realengo), delegacia da área onde o fato aconteceu. Com o falecimento da vítima, o foco das investigações deve ser readequado para apurar a responsabilidade criminal pela explosão e a conduta dos envolvidos. Até o momento, as autoridades continuam realizando diligências e a Polícia Civil não deu detalhes sobre mandados ou paradeiro dos acusados.

Ainda não há informações confirmadas sobre o local e o horário do sepultamento de Caroline.