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TRE-RJ faz alerta e cobra que partidos barrem candidatos do crime

Claudio de Mello Tavares afirma que Justiça Eleitoral usará inteligência contra tráfico e milícias

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O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), desembargador Claudio de Mello Tavares, fez um duro alerta aos partidos políticos nesta sexta-feira (10). Ele cobrou que as legendas impeçam o registro de candidatos com qualquer ligação ao tráfico de drogas ou às milícias.

Segundo o magistrado, se essas candidaturas avançarem pelas convenções, sofrerão rigorosa análise.

Durante reunião com representantes dos diretórios regionais, Tavares propôs um pacto de colaboração mútua entre as siglas e a Corte para reforçar a prevenção contra o avanço do crime organizado.

Para ele, os partidos políticos funcionam como a primeira grande barreira ética do processo eleitoral.

Devem, portanto, impedir que nomes com possíveis vínculos criminosos disputem o pleito de 2026.

“Este tribunal reafirma que analisará com rigor todos os pedidos de registro de candidaturas”, disse.

O presidente destacou que a avaliação deve começar antes mesmo da homologação nas convenções.

Ao reforçar a atuação da Justiça Eleitoral, Tavares revelou um forte trabalho interno de inteligência.

“Se passar pelos senhores, certamente não vai passar por aqui”, avisou de forma contundente.

“Nós estamos fazendo um trabalho de inteligência aqui e a sociedade não agenta mais insegurança.”

Ele completou dizendo ser inadmissível que um candidato criminoso ocupe uma cadeira no poder público.

O posicionamento foi endossado pelo vice-presidente e corregedor regional, Fernando Cerqueira Chagas.

Chagas também exigiu máxima responsabilidade dos dirigentes partidários na escolha dos nomes.

A triagem das candidaturas contará com relatórios das polícias Civil, Militar e também da Federal.

O procurador regional eleitoral fará a primeira avaliação detalhada de todos os documentos recebidos.

Caso identifique elementos que indiquem vínculos com facções, ele pedirá a imediata impugnação.

Tavares lembrou que mesmo candidatos sem antecedentes criminais formais poderão ser devidamente vetados.

Bastará que os relatórios de inteligência apresentem elementos sólidos que comprovem a ligação. Além da fiscalização de nomes, o TRE-RJ intensificou o planejamento estratégico de segurança estadual.

A Corte aprovou o pedido do governador interino, Ricardo Couto, por reforço das forças federais.

O requerimento será enviado ao Tribunal Superior Eleitoral para garantir a ordem nas seções.

Paralelamente, o tribunal realiza estudos minuciosos para mapear áreas sob forte influência criminosa.

Se for necessário, haverá mudanças estratégicas em locais de votação para proteger os eleitores.

Outra medida de peso anunciada foi a criação do Gabinete Extraordinário de Segurança Institucional.

O Gaesi reunirá representantes das forças de segurança municipais, estaduais e também federais.

O grupo atuará diretamente na proteção dos locais de votação durante todo o processo democrático.

Também atuará no compartilhamento ágil de dados de inteligência para sufocar o crime na política.

Com essas ações, o TRE-RJ busca blindar o voto popular e assegurar a total legitimidade das urnas.