O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) apontou que o delegado da Polícia Civil Franquis Dias Nepomuceno, preso durante a Operação Ouroboros, teria atuado na guarda e distribuição de dinheiro em espécie ligado a um suposto esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole (IRM).
De acordo com a denúncia, recursos provenientes de contratos investigados eram sacados de empresas prestadoras de serviço ao instituto e levados para uma empresa de segurança localizada em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Segundo os promotores, o local era utilizado para armazenar o dinheiro antes da distribuição aos integrantes do grupo investigado.
O MPRJ afirma que Franquis coordenava o transporte e a guarda dos valores e mantinha ligação direta com a empresa, registrada em nome de seu pai. A investigação também aponta que o delegado teria utilizado um veículo oficial da Polícia Civil para frequentar o endereço.
As apurações fazem parte da Operação Ouroboros, que investiga suspeitas de corrupção, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo contratos que ultrapassam R$ 86 milhões. O ex-presidente do Instituto Rio Metrópole, David Perini Vermelho, conhecido como Didê, também foi preso na operação.
Segundo o Ministério Público, durante a gestão de Didê, o IRM movimentou cerca de R$ 480 milhões. A defesa do ex-presidente da autarquia afirma que os contratos investigados foram firmados pela administração anterior e que todas as medidas adotadas seguiram a legislação vigente.








