O Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) recomendou que as principais plataformas digitais adotem medidas mais rígidas para combater a desinformação durante as eleições de 2026. O documento foi encaminhado a empresas como Meta, Google, Microsoft, TikTok, X e Kwai.
Entre as medidas propostas estão a criação de canais permanentes para denúncias, a remoção rápida de conteúdos ilegais e a identificação obrigatória de publicações produzidas com inteligência artificial.
A recomendação também determina que as plataformas reforcem o combate às chamadas deepfakes, vídeos, imagens ou áudios manipulados por inteligência artificial capazes de enganar eleitores. Pelas regras da Justiça Eleitoral, conteúdos sintéticos envolvendo candidatos têm restrições de divulgação no período próximo à votação.
Além disso, as empresas deverão impedir o impulsionamento pago de conteúdos considerados ilegais, combater perfis falsos e redes de robôs utilizadas para espalhar desinformação e preservar provas digitais que possam ser usadas em investigações.
Segundo o MP Eleitoral, as medidas buscam garantir mais transparência, segurança e integridade ao processo eleitoral, diante do papel cada vez mais relevante das redes sociais na circulação de informações e no debate político.








