Os acidentes envolvendo motocicletas continuam crescendo no Rio de Janeiro e já representam a maior parte das ocorrências registradas na Linha Amarela, uma das principais vias expressas da capital. Dados apontam que quase 70% dos acidentes na via envolvem motos, cenário que também tem aumentado a pressão sobre a rede pública de saúde.
Segundo levantamento divulgado pelo jornal O Globo, entre janeiro de 2024 e junho de 2026 foram registrados 1.402 acidentes com motocicletas na Linha Amarela. As ocorrências deixaram 23 mortos e 59 pessoas gravemente feridas.
O aumento dos acidentes não se limita à capital. Em todo o estado, o Corpo de Bombeiros atendeu mais de 20 mil ocorrências envolvendo motocicletas entre janeiro e maio deste ano, número superior ao registrado no mesmo período de 2024, quando foram contabilizados cerca de 18 mil casos.
As colisões lideram as estatísticas, com mais de 13 mil registros, seguidas por quedas de motociclistas e atropelamentos.
O reflexo também é sentido nos hospitais. Dados da Secretaria Municipal de Saúde mostram que sete em cada dez vítimas de acidentes de trânsito atendidas nas emergências da rede municipal estavam em motocicletas, como condutores ou passageiros.
Entre janeiro e abril deste ano, foram realizados mais de 16 mil atendimentos relacionados a acidentes de trânsito na rede municipal. Desse total, cerca de 11 mil envolveram motociclistas. Em comparação com o mesmo período de 2024, o número de atendimentos a vítimas de acidentes com motos mais que dobrou, reforçando a preocupação das autoridades com o avanço desse tipo de ocorrência.








