Uma operação da Polícia Militar deflagrada no início da manhã desta segunda-feira (13) no Complexo da Pedreira, em Costa Barros, Zona Norte do Rio, resultou em forte reação de criminosos e severos impactos no transporte público da região. Como forma de retaliação à investida policial, traficantes interceptaram pelo menos três ônibus e os atravessaram em vias estratégicas para servirem como barricadas.
A ação, coordenada pelo 41º BPM (Irajá), tem como objetivo principal sufocar a atuação de integrantes da facção Terceiro Comando Puro (TCP), envolvidos em roubos de cargas e de automóveis. Durante a chegada dos agentes, que visavam também desmantelar bloqueios físicos fixos nas aglomerações, os criminosos iniciaram os ataques aos coletivos.
Bloqueios e linhas afetadas
Na Estrada de Botafogo, criminosos invadiram e ordenaram que motoristas atravessassem dois veículos na pista, fugindo com as chaves após a abordagem. Os coletivos pertenciam às linhas:
- 778 (Pavuna-Cascadura)
- 920 (Pavuna-Bonsucesso)
Simultaneamente, na Avenida Pastor Martin Luther King Jr., um veículo da linha SVB665 (Pavuna-Saens Peña) também foi atravessado. De acordo com as atualizações mais recentes, este último ônibus já foi removido da pista. Além do confisco de veículos de grande porte, grupos de criminosos atearam fogo em barricadas de entulho em diversas ruas transversais da localidade.
Em decorrência das obstruções nas vias de acesso, o consórcio de transporte local confirmou o desvio emergencial no itinerário de sete linhas operantes na região:
- 665 (Pavuna–Saens Peña)
- 687 (Pavuna–Méier)
- 688 (Pavuna–Méier)
- 778 (Pavuna–Cascadura)
- 919 (Pavuna–Bonsucesso)
- 920 (Pavuna–Bonsucesso)
- SVB665 (Pavuna–Saens Peña)
Estrutura da operação e mitigação de impactos
A Polícia Militar informou que contingentes do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do Batalhão de Irajá, setores de inteligência e o Grupamento Especial de Salvamento e Ações de Resgate (GESAR) dão suporte à intervenção em andamento. Equipes extras foram enviadas de forma prioritária aos pontos de retenção dos coletivos para assegurar a desobstrução das pistas e normalizar o fluxo viário.
Para atenuar os reflexos da operação na rotina dos moradores, a corporação informou que foram adotadas medidas preventivas de alinhamento com outros serviços públicos essenciais. Órgãos municipais e estaduais de transporte, saúde e educação, além do Centro de Operações Rio (COR-Rio) e da direção do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, receberam comunicados antecipados sobre o desencadeamento das ações táticas.
Até o momento, não há informações oficiais sobre prisões, feridos ou apreensões na comunidade.








