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Desastres climáticos já atingiram 91% das cidades brasileiras

Estudo analisou quase 60 mil registros de eventos extremos entre 1991 e 2024 e aponta avanço de secas e inundações no país

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reprodução

Os eventos climáticos extremos estão atingindo uma parcela cada vez maior do território brasileiro. Um estudo que analisou 59.658 registros de desastres provocados por excesso ou falta de chuva entre 1991 e 2024 apontou que 91,5% dos municípios do país foram afetados por ocorrências como secas, enchentes, alagamentos e outros impactos relacionados ao clima.

A pesquisa mostra que a intensificação desses fenômenos tem provocado consequências ambientais, econômicas e sociais, aumentando a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção, adaptação e redução de danos.

Os pesquisadores analisaram informações sobre desastres registrados ao longo de mais de três décadas para identificar padrões e áreas mais vulneráveis. O levantamento aponta que episódios de estiagem e chuvas intensas se tornaram mais frequentes e severos, afetando desde grandes centros urbanos até pequenas cidades.

Além dos prejuízos ambientais, os eventos extremos geram impactos diretos na população, com perdas na agricultura, danos à infraestrutura, interrupções de serviços essenciais e aumento dos riscos para comunidades que vivem em áreas vulneráveis.

Segundo os pesquisadores, transformar dados científicos em ações de planejamento é fundamental para preparar cidades e governos para enfrentar um cenário de maior instabilidade climática. Entre as medidas apontadas estão investimentos em sistemas de alerta, obras de prevenção, adaptação urbana e estratégias para reduzir os efeitos das mudanças no clima.