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Acidentes com motos disparam e sobrecarregam hospitais no Rio

Alta no número de colisões também pressiona hospitais da rede pública

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reprodução

Os acidentes envolvendo motocicletas seguem em alta no estado do Rio de Janeiro e têm provocado impactos tanto no trânsito quanto na rede pública de saúde. Na Linha Amarela, uma das principais vias expressas da capital, as ocorrências com motos já representam quase 70% de todos os acidentes registrados, mesmo com a sinalização considerada adequada.

Os dados mostram que, entre janeiro de 2024 e junho deste ano, a Linha Amarela registrou 1.402 acidentes envolvendo motocicletas. As ocorrências resultaram na morte de 23 pessoas e deixaram outras 59 gravemente feridas.

O cenário se repete em todo o estado. Entre janeiro e maio deste ano, o Corpo de Bombeiros foi acionado para atender vítimas de mais de 20 mil acidentes com motocicletas, número superior ao registrado no mesmo período de 2024, quando foram contabilizadas cerca de 18 mil ocorrências.

As colisões lideram as estatísticas, com mais de 13 mil registros, seguidas por quedas de motociclistas e atropelamentos.

O crescimento dos acidentes também tem sobrecarregado as unidades de saúde. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde divulgados em maio, sete em cada dez vítimas de acidentes de trânsito atendidas nas emergências da rede municipal estavam em motocicletas, seja na condição de condutor ou passageiro.

Entre janeiro e abril deste ano, a rede municipal realizou mais de 16 mil atendimentos relacionados a acidentes de trânsito. Desse total, cerca de 11 mil envolveram motociclistas ou passageiros de motos. Na comparação com o mesmo período de 2024, o número de atendimentos a vítimas em motocicletas mais que dobrou, evidenciando o avanço desse tipo de ocorrência e o impacto crescente sobre os serviços de saúde da capital.