O cenário na Venezuela após os violentos terremotos que atingiram o país no último dia 24 de junho continua alarmante. De acordo com o mais recente balanço divulgado nesta terça-feira (14) pelas redes sociais de Jorge Rodríguez — deputado e irmão da presidente interina Delcy Rodríguez —, o número de vítimas fatais subiu de forma trágica para 4.734.
Enquanto o número de óbitos aumentou, os dados de feridos e de pessoas que perderam suas casas permaneceram estáveis em relação ao relatório anterior. Atualmente, o país contabiliza 16.740 feridos e um total de 17.907 desabrigados que necessitam de assistência imediata.
A atualização das autoridades indica que 128.324 famílias já receberam algum tipo de atendimento humanitário. Além disso, 20.231 pessoas seguem alojadas em 107 acampamentos transitórios criados emergencialmente em escolas de Caracas e nos estados vizinhos de Miranda e La Guaira — este último apontado como o epicentro dos maiores estragos provocados pela catástrofe.
Os severos tremores, que registraram magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala Richter, ocorreram a cerca de 200 quilômetros da capital, Caracas. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, os dois abalos principais aconteceram com menos de um minuto de intervalo e foram sucedidos por centenas de réplicas que ainda assustam os moradores.
A infraestrutura do país sofreu um impacto devastador. O governo venezuelano confirmou que mais de 850 edifícios foram severamente danificados e 190 desabaram por completo. Forças de resgate nacionais e brigadas estrangeiras trabalham ininterruptamente na tentativa de recuperar corpos e encontrar possíveis sobreviventes sob os escombros.








