Uma força-tarefa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) investiga a possível ligação de mais de mil postos de combustíveis no estado do Rio de Janeiro com organizações criminosas. O dado foi divulgado pelo ministro da Justiça, Wellington César Lima, após reunião estratégica do Escritório Nacional Antifacção do Rio de Janeiro (ENA-RJ), que reuniu a Polícia Federal, o Ministério Público e a sociedade civil.
Investigação ainda em fase preliminar
Apesar do número expressivo, o ministério reforça que o diagnóstico é inicial e os dados exigem cautela. A confirmação oficial do tamanho da rede de infiltração depende do cruzamento detalhado de informações entre os órgãos participantes.
“Os números mencionados dão uma monta de mais de mil postos que estão envolvidos com isso. Mas temos que ter muita parcimônia, porque tudo isso ainda será confirmado a partir do cruzamento de informações”, ponderou o ministro Wellington César Lima.
Enfrentamento à lavagem de dinheiro
O mercado de combustíveis é considerado um dos setores mais vulneráveis à lavagem de dinheiro e à infiltração de recursos ilícitos devido à sua alta liquidez. A força-tarefa visa estruturar uma atuação integrada de inteligência para asfixiar financeiramente essas facções sem desestruturar a economia local.
A preocupação com o setor ganhou força após uma operação recente da Polícia Federal, que mirou um grupo suspeito de movimentar cerca de R$ 7,6 bilhões em lavagem de dinheiro usando postos de gasolina. Entre os alvos da ação estava o pré-candidato ao Senado Márcio Canella, que responde em liberdade.
Abastecimento do consumidor está garantido
Para evitar impactos no dia a dia da população fluminense, o governo garantiu que o avanço das investigações não irá comprometer o fornecimento de combustíveis.
-
Foco das ações: Combater as organizações criminosas de forma cirúrgica.
-
Proteção ao consumidor: Garantir o abastecimento regular em todo o estado.
-
Sigilo das investigações: Os nomes dos postos e redes sob suspeita ainda são mantidos em sigilo para preservar a eficácia das próximas fases da operação.








