A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou, na manhã desta segunda-feira (20), um pacote de medidas de prevenção, monitoramento e resposta rápida para minimizar os impactos do fenômeno climático El Niño na capital fluminense. O plano de contingência, apresentado no Centro de Operações Rio (COR), tem como foco principal o enfrentamento a ondas de calor extremo e temporais severos.
Mesmo com o avanço de obras de macro-drenagem e combate a enchentes em pontos críticos, a administração municipal alertou que o cenário exige atenção máxima. “Boa parte das áreas mais sensíveis ainda está sujeita a eventos extremos e a riscos no verão”, declarou o prefeito, reforçando a necessidade de mobilização integrada dos órgãos públicos.
O que é o El Niño e qual o impacto esperado?
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, alterando os padrões de vento e chuva em escala global. Quando o fenômeno está ativo, o planeta costuma registrar temperaturas acima da média. No Brasil, os efeitos são desiguais: provoca secas severas no Norte e Nordeste, enquanto a Região Sul registra volumes históricos de chuva. No Sudeste, o principal reflexo é o aumento expressivo das temperaturas.
De acordo com alertas recentes da Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência vinculada à ONU, a tendência é que o fenômeno ganhe força ao longo do segundo semestre, atingindo o seu pico entre os meses de novembro e fevereiro. O órgão internacional adverte que o El Niño eleva as chances de secas, chuvas tempestuosas e ondas de calor tanto em áreas continentais quanto nos oceanos.
Calor acima da média já no fim do inverno
Os reflexos do fenômeno devem ser sentidos na capital fluminense bem antes da chegada do verão. O serviço Alerta Rio já monitora a elevação dos termômetros para os próximos meses.
“Baseado em eventos anteriores desse fenômeno, temos maiores ondas de calor e mais frequentes, com um impacto na elevação da temperatura média já no fim do inverno, na primavera e no verão”, detalhou a meteorologista Juliana Hermsdorff, do Alerta Rio.
O plano anunciado no COR prevê a articulação de secretarias estratégicas para mitigar os impactos na rotina do carioca:
- Monitoramento meteorológico: Reforço nos sistemas de radar e previsão do tempo do Alerta Rio.
- Protocolos de resposta rápida: Logística desenhada para desobstrução de vias e atendimento a bolsões d’água.
- Ações para calor extremo: Estruturação de pontos de hidratação e orientações para a saúde da população em dias de sensação térmica recorde.








