O samba perdeu uma de suas vozes mais marcantes. Morreu, na tarde desta terça-feira (21), no Rio de Janeiro, a cantora Débora Cruz, aos 45 anos. A artista estava internada havia cerca de duas semanas após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC), no início do mês. A morte foi confirmada por familiares e por escolas de samba do carnaval carioca.
Filha do compositor Acyr Marques e sobrinha do sambista Arlindo Cruz, Débora fazia parte de uma das famílias mais tradicionais do samba brasileiro. A trajetória musical começou ainda na igreja, mas foi no universo do samba que construiu uma carreira sólida e conquistou o reconhecimento de colegas e do público.
Em 2002, ganhou projeção ao vencer o Festival Fábrica do Samba com a música Sambista de Fato. Ao longo da carreira, também atuou como backing vocal de grandes nomes do gênero, entre eles Xande de Pilares, além de integrar projetos como o Terreiro do Crioulo.
No carnaval, sua voz marcou desfiles de escolas como Arranco de Cascadura, Estácio de Sá e Mocidade Independente de Padre Miguel. Desde 2024, fazia parte da ala musical da Unidos do Viradouro, escola com a qual mantinha uma forte ligação.
A notícia da morte provocou grande comoção no meio artístico. Nas redes sociais, familiares, amigos e representantes de escolas de samba prestaram homenagens à cantora. O músico Arlindinho lamentou a perda da prima e destacou a força e a beleza de sua voz. A Unidos do Viradouro ressaltou o talento e a dedicação de Débora à escola, enquanto a Mocidade Independente de Padre Miguel relembrou sua importante contribuição para a agremiação. O Renascença Clube também manifestou pesar pela morte da artista.
Até o momento, a família não divulgou informações sobre o velório e o sepultamento. Débora Cruz deixa um legado de talento, dedicação ao samba e uma trajetória marcada pela paixão pela música e pelo carnaval carioca.








