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Surto de ebola deixa mais de mil mortos no Congo e em Uganda

República Democrática do Congo concentra a maior parte dos casos; OMS acompanha avanço da doença e testa novas vacinas e tratamentos

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Foto: Reprodução

O surto de ebola que atinge a República Democrática do Congo e Uganda já deixou 1.001 mortos, segundo novo balanço divulgado nesta quarta-feira (22/07). A maior parte das vítimas está no Congo, onde a doença provocou 999 mortes entre 2.473 casos confirmados.

Em Uganda, foram registradas duas mortes em 20 casos positivos do vírus Bundibugyo, uma variante do ebola para a qual ainda não existe vacina ou tratamento específico. As autoridades locais informaram que não há novos casos ativos, mas o fim do surto só poderá ser declarado após um período de 30 dias sem novas infecções.

O principal foco da doença está na província de Ituri, no nordeste do Congo, região que concentra quase 90% dos casos e mais de 80% das mortes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que algumas áreas ainda registram transmissão intensa e que as equipes de saúde trabalham para acompanhar a evolução da epidemia.

A OMS também informou que estão em andamento estudos com novos tratamentos e testes para a doença. Um dos trabalhos avalia a segurança de uma vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido.

O surto também tem afetado crianças. Pelo menos 189 morreram vítimas do ebola desde o início da epidemia, e organizações humanitárias oferecem apoio psicológico a milhares de menores impactados pela doença.

O ebola é transmitido pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados e pode causar febre intensa, vômitos, diarreia e hemorragias internas.