A fila de espera do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atingiu o menor patamar dos últimos 21 meses, segundo dados divulgados pelo Ministério da Previdência Social. Até 14 de julho, cerca de 1,6 milhão de pedidos de benefícios aguardavam análise, uma redução de 74% no estoque de processos ao longo de 2026.
De acordo com o governo federal, a queda é resultado do aumento da capacidade operacional do INSS e da aceleração na análise dos requerimentos. A melhora ocorre poucos meses após a troca no comando da autarquia, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estabeleceu como prioridade a redução da fila.
Dos 1,6 milhão de pedidos pendentes, 486 mil estão há mais de 45 dias à espera de análise, prazo legal para resposta. Outros 745 mil permanecem dentro do período previsto, enquanto cerca de 450 mil dependem do envio de documentos ou informações complementares pelos próprios segurados.
Segundo o Ministério da Previdência, a meta do governo é eliminar, até setembro, os processos que ultrapassaram o prazo legal. O ministério ressalta que “zerar a fila” não significa acabar com todos os pedidos pendentes, já que o INSS recebe, em média, 1,3 milhão de novos requerimentos por mês.
Entre janeiro e maio deste ano, o número de processos analisados cresceu 34,7% em relação ao mesmo período de 2025. No mesmo intervalo, a média mensal de benefícios concedidos aumentou 12,4%, passando de 608,6 mil para 683,8 mil. Em março, o instituto registrou o melhor desempenho do ano, com 1,626 milhão de processos analisados e cerca de 890 mil benefícios concedidos.
A redução da fila ocorreu após a nomeação de Ana Cristina Viana Silveira para a presidência do INSS, em abril. Segundo o governo, a mudança faz parte da estratégia para reduzir o tempo de espera na concessão de aposentadorias, pensões e demais benefícios previdenciários, uma das prioridades da gestão federal.








