Uma megaoperação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro mobiliza as forças de segurança na manhã desta quinta-feira (23) na Zona Norte da capital. Batizada de Operação Rota Segura Madureira, a ação visa desestruturar a cúpula da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), responsável por uma onda de roubos, extorsões e sequestros na região.
Ao todo, os agentes saíram para cumprir 100 mandados judiciais, sendo 47 de prisão e 53 de busca e apreensão. Até o momento, sete suspeitos foram capturados e uma prisão em flagrante por tráfico de drogas foi efetuada. Os detidos respondem por crimes como homicídio, tráfico, associação para o tráfico e estupro de vulnerável.
O principal alvo: “Lacoste”
O foco central das equipes da 29ª DP (Madureira) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) é a captura de Wallace de Brito Trindade, conhecido como Lacoste. Chefe do TCP no Complexo da Serrinha, o traficante está foragido da Justiça há mais de uma década. As incursões se concentram na Serrinha (Vaz Lobo) e na Comunidade da Primavera (Cavalcanti).
As investigações detalham o amplo cardápio de modalidades criminosas praticadas pelo bando em bairros como Madureira, Cavalcanti e Engenheiro Leal. Além de roubos de cargas, celulares e pedestres, o grupo é investigado por promover ataques violentos contra facções rivais.
O delegado Reginaldo Guilherme, titular da 29ª DP, revelou o modus operandi cruel utilizado pela quadrilha para extorquir vítimas de alto poder aquisitivo:
“Em alguns casos, eles abordam pessoas que vão vender ouro, rendem as vítimas e as levam para o alto da comunidade, onde são mantidas sob ameaça enquanto os criminosos exigem transferências via Pix. Conseguimos identificar toda essa dinâmica criminosa e constatamos que o Lacoste é o líder da organização.” [1]
Clonagem e desmonte de veículos
A operação foca também na asfixia financeira do grupo através do combate ao roubo de automóveis. De acordo com o delegado Gustavo Rodrigues, o setor de inteligência mapeou a rota dos bens subtraídos na Zona Norte.
“As investigações apontam que muitos desses crimes têm origem nas comunidades da Primavera e da Serrinha, para onde os veículos são levados posteriormente, clonados e desmontados para a venda de peças”, explicou Rodrigues.
O policiamento segue intensificado nas regiões periféricas de Madureira para localizar os demais alvos e garantir a redução dos índices de criminalidade na Zona Norte.








