Em assembleia realizada na tarde desta quinta-feira (23), o Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro deliberou pela manutenção do estado de greve da categoria. Os trabalhadores rejeitaram por unanimidade a proposta patronal, que previa um reajuste de 5% nos salários e de 6% no valor da cesta básica.
Apesar da recusa aos valores apresentados, a categoria optou por não decretar uma nova greve geral em todo o município neste momento. A nova estratégia definida pelo sindicato consiste em abrir negociações diretas e individuais com cada empresa de transporte coletivo, contornando o sindicato patronal, o Rio Ônibus.
Com a rejeição da proposta formal durante a assembleia, as tratativas diretas com o Rio Ônibus foram oficialmente encerradas.
O sindicato alertou que, caso as viações não aceitem avançar em acórdãos individuais, poderão ser realizadas paralisações pontuais e estratégicas. Nesses casos, os trabalhadores pretendem impedir a saída dos veículos diretamente das garagens de empresas específicas.
A decisão da assembleia ocorre um dia após a quinta audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), no Centro do Rio, terminar novamente sem um impasse resolvido entre as partes.
Diante do esgotamento das negociações conjuntas, o TRT concedeu um prazo de 10 dias para que rodoviários e empresas apresentem suas argumentações finais. Após esse período, a Justiça do Trabalho julgará o dissídio coletivo e determinará o reajuste e as condições de trabalho da categoria.








