A disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026 deverá ter baixa renovação. Levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), divulgado pela Folha de S.Paulo, mostra que 448 dos 513 deputados federais pretendem disputar a reeleição, o equivalente a 87,32% da composição atual da Casa — o maior percentual da série histórica da entidade.
O índice supera o registrado nas eleições de 2022, quando 86,93% dos parlamentares buscaram um novo mandato. Caso deputados ainda indecisos ou que cogitam disputar o Senado mudem de estratégia, o número de candidatos à reeleição pode chegar a 495.
Segundo o Diap, o levantamento foi elaborado com base em consultas a sites oficiais, contatos com parlamentares e dirigentes partidários, além da análise de acordos políticos nos estados.
Renovação deve ser limitada
Na avaliação da entidade, o elevado número de deputados que tentam permanecer no cargo reduz as chances de renovação da Câmara. O cenário é diferente do Senado, onde estarão em disputa dois terços das 81 cadeiras, o que tradicionalmente favorece uma maior renovação.
O estudo também aponta que o aumento da cláusula de barreira deve dificultar ainda mais a vida dos partidos menores e fortalecer as grandes legendas. A expectativa é que União Brasil-PP, PT e PL formem as maiores bancadas da próxima legislatura, seguidos por Republicanos e PSD.
Para o Diap, o alto índice de reeleição, aliado ao fortalecimento dos grandes partidos e às regras eleitorais mais rígidas, indica que a próxima Câmara deverá manter perfil semelhante ao da atual, com pouca alteração na correlação de forças políticas.








