O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (27) ao site norte-americano Axios que decidiu suspender os ataques ao Irã para dar mais uma chance às negociações. No entanto, o mandatário ressaltou que poderá ordenar a retomada de uma ação militar ainda mais forte caso os esforços diplomáticos venham a fracassar.
A fala do líder norte-americano contradiz o governo do Irã, que declarou mais cedo na segunda-feira não haver negociações em andamento com os EUA para finalizar o conflito de quase cinco meses. Teerã sustentou que as tratativas em curso ocorrem apenas com o Omã e tratam estritamente da gestão do Estreito de Ormuz.
Pouco tempo depois, Trump adotou um tom otimista ao conversar com repórteres, apontando “boas chances” de progresso nas negociações. Segundo ele, os dois países estão conversando ativamente e há uma boa perspectiva de acordo, acrescentando que os Estados Unidos dispõem de bastante tempo e munição.
No último final de semana, os EUA interromperam os bombardeios diários contra o Irã que duravam quase duas semanas, marcando uma trégua após a recente escalada. O governo iraniano também suspendeu os ataques retaliatórios. De acordo com a imprensa americana, a ordem de paralisação partiu do próprio Trump na sexta-feira.
A trégua contrariou expectativas de agravamento no conflito, que envolvia ameaças a infraestruturas vitais iranianas. Jornais dos EUA apontaram que a guinada ocorreu devido à escassez de baterias de defesa aérea Patriot nas bases do Oriente Médio, essenciais para repelir possíveis retaliações iranianas.
Questionado sobre a respeito do estoque de munições Patriot, o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, negou a informação. Waltz afirmou no domingo que a pausa serviu para o presidente dar espaço ao diálogo.








