O IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial do país, subiu 0,06% em julho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (28/07) pelo IBGE.
O resultado mostra uma desaceleração em relação a junho, quando o índice teve alta de 0,41%, e ficou abaixo da previsão de economistas, que esperavam uma elevação de 0,20%.
No acumulado do ano, o IPCA-15 registra alta de 3,51%. Em 12 meses, o avanço chega a 4,52%.
O principal motivo para a alta em julho foi o aumento da energia elétrica residencial, que ficou 3,03% mais cara e foi o item que mais pesou no resultado. A alta foi influenciada pela cobrança da bandeira tarifária amarela e por reajustes nas tarifas de energia em vários estados, incluindo o Rio de Janeiro.
O grupo Habitação teve a maior alta do mês, com avanço de 0,97%. Também subiram os preços de Saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,28%, e Transportes, que avançou 0,11%, principalmente por causa das passagens aéreas, que ficaram 11,70% mais caras.
Na contramão, os preços dos alimentos caíram. O grupo Alimentação e bebidas teve queda de 0,66%, ajudando a segurar a inflação. Entre os produtos que ficaram mais baratos estão tomate, batata-inglesa e café moído.
Os combustíveis também registraram redução em julho. O etanol caiu 2,50%, a gasolina recuou 0,68% e o óleo diesel teve queda de 1,32%.
Com a alta mais moderada, o IPCA-15 indica uma inflação mais controlada no mês, apesar do impacto da conta de luz no orçamento das famílias.








