Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Conab e BNDES firmam acordo para estudar modernização dos Hortomercados do Humaitá e Leblon
Brasil
Conab e BNDES firmam acordo para estudar modernização dos Hortomercados do Humaitá e Leblon
STF discute triagem de informações que citam ministros no caso Daniel Vorcaro
Brasil
STF discute triagem de informações que citam ministros no caso Daniel Vorcaro
Corpo de Bombeiros realiza simulado de resgate veicular no Centro do Rio
Rio de Janeiro
Corpo de Bombeiros realiza simulado de resgate veicular no Centro do Rio
Carlos Jordy defende facções como terroristas e investigação no Master
Destaque
Carlos Jordy defende facções como terroristas e investigação no Master
MetrôRio amplia acessibilidade do site com tradução em Libras e novos recursos
Rio de Janeiro
MetrôRio amplia acessibilidade do site com tradução em Libras e novos recursos
Prefeitura amplia intervenções de urbanização e infraestrutura em diferentes regiões do Rio
Rio de Janeiro
Prefeitura amplia intervenções de urbanização e infraestrutura em diferentes regiões do Rio
Vídeo: guerra entre facções deixa um morto em Nova Iguaçu
Baixada Fluminense
Vídeo: guerra entre facções deixa um morto em Nova Iguaçu
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Fazenda derruba 937 perfis de influenciadores por propaganda irregular de bets

Governo também aplicou quase R$ 4 milhões em multas e intensificou fiscalização sobre publicidade de apostas

Siga-nos no

Foto: Reprodução

O Ministério da Fazenda determinou a remoção de 937 páginas de influenciadores digitais por publicidade irregular de apostas esportivas e jogos online entre janeiro de 2025 e junho de 2026. Os dados foram divulgados pela pasta em resposta a pedidos de acesso à informação.

Do total de perfis retirados do ar, 803 promoviam plataformas clandestinas, sem autorização para operar no Brasil, enquanto 134 descumpriam regras de divulgação aplicadas às empresas legalizadas.

A fiscalização faz parte da estratégia do governo federal para combater o mercado ilegal de apostas, que segue atuando principalmente por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens, com o uso de influenciadores para atrair apostadores.

Desde a regulamentação do setor, apenas empresas autorizadas pelo Ministério da Fazenda podem oferecer apostas esportivas e jogos online no país. As plataformas precisam obter licença, com pagamento de R$ 30 milhões, além de cumprir exigências tributárias e regras de proteção aos consumidores.

Entre as normas para publicidade estão a identificação clara de anúncios comerciais, alertas sobre os riscos do jogo compulsivo e medidas para impedir o acesso de menores de idade.

Além dos perfis de influenciadores, o governo informou que já retirou do ar mais de 50 mil páginas relacionadas a apostas ilegais desde 2025, em ações realizadas em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Também foram removidos 243 aplicativos clandestinos das lojas virtuais Google e Apple.

Multas e fiscalização de empresas autorizadas

A Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda também monitora a atuação de operadores autorizados. Desde o início da regulamentação, foram abertos 86 processos de acompanhamento envolvendo publicidade e participação de influenciadores.

As investigações resultaram em cinco processos administrativos, com três multas aplicadas que somam quase R$ 4 milhões.

Entre as empresas punidas está a Blaze, que recebeu multa de R$ 2,3 milhões por anúncios em um canal do YouTube com participação de adolescentes. A antiga ZeroUmBet, ligada à influenciadora Deolane Bezerra, também foi penalizada por divulgar que possuía autorização do governo sem ter concluído o processo oficial de licença.

Proteção de menores é prioridade

Outro foco da fiscalização é impedir que crianças e adolescentes sejam expostos às apostas. Segundo a Fazenda, foram instaurados 102 processos contra 48 operadores para investigar possíveis irregularidades relacionadas à proteção dos usuários, publicidade, prevenção à dependência em jogos e cadastro de apostadores.

Desse total, 46 processos envolvem a proteção de menores de idade, incluindo casos relacionados à oferta de apostas em competições de categorias de base e ao uso de marcas de casas de apostas em uniformes esportivos infantis.

O Ministério da Fazenda afirma que as medidas adotadas têm ampliado o controle sobre o setor e reduzido a circulação de conteúdos e serviços que violam as regras brasileiras de regulamentação das apostas.