A Ação da Cidadania, uma das mais conhecidas organizações de combate à fome e à pobreza do país, passou a ser reconhecida oficialmente como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Rio de Janeiro.
A medida foi estabelecida pela Lei nº 11.222, sancionada pelo governador em exercício Ricardo Couto e publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (11/06).
Com o reconhecimento, passam a integrar o patrimônio cultural imaterial do estado as práticas de mobilização solidária desenvolvidas pela entidade, que se tornou referência nacional na arrecadação e distribuição de alimentos e no apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Fundada em 1993 pelo sociólogo e ativista Herbert de Souza, o Betinho, a Ação da Cidadania surgiu com o objetivo de mobilizar a sociedade no combate à fome e à miséria. A iniciativa ficou marcada pelo lema “Quem tem fome, tem pressa” e reuniu voluntários, empresas, artistas e instituições em uma ampla rede de solidariedade.
Ao longo de mais de três décadas, a organização consolidou sua atuação em campanhas de assistência social e segurança alimentar, tornando-se uma das principais referências do terceiro setor no Brasil.
Segundo a nova legislação, o reconhecimento tem caráter cultural e simbólico e destaca a importância histórica e social das ações promovidas pela entidade. A lei também esclarece que a medida não impõe qualquer restrição ao imóvel onde a instituição funciona.
Com a sanção da norma, a Ação da Cidadania passa a integrar oficialmente o conjunto de bens culturais imateriais reconhecidos pelo Estado do Rio de Janeiro, reforçando o legado deixado por Betinho e a importância da mobilização social no enfrentamento da fome e das desigualdades.










