A Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro (Ademi-RJ) e o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro (Sinduscon-Rio) acompanham o posicionamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e defendem cautela nas discussões sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.
As entidades consideram legítimo o debate sobre novas formas de organização da jornada, mas avaliam que uma mudança dessa dimensão precisa ser precedida por ampla discussão, estudos técnicos e análise dos impactos econômicos, especialmente em setores intensivos em mão de obra, como a construção civil.
Para o presidente da Ademi-RJ, Leonardo Mesquita, é necessário buscar equilíbrio entre a modernização das relações de trabalho e a capacidade das empresas de investir e gerar empregos.
“É legítimo discutir a modernização das relações de trabalho e buscar melhores condições para os trabalhadores. Mas uma mudança dessa magnitude precisa ser construída com diálogo e responsabilidade, considerando as características de cada setor e seus efeitos sobre custos, empregos e investimentos. No mercado imobiliário, qualquer aumento relevante de custos acaba impactando também a produção e o preço dos imóveis”, afirma.
Já o presidente do Sinduscon-Rio, Claudio Hermolin, destaca as particularidades da construção civil e os possíveis efeitos de uma alteração na jornada sobre o planejamento e o cronograma das obras.
“A construção é uma atividade com enorme capacidade de geração de empregos e que depende de planejamento rigoroso de equipes, etapas e cronogramas. Uma alteração ampla da jornada, sem considerar as particularidades do setor, pode aumentar custos, alongar prazos e afetar tanto obras privadas quanto obras públicas. Por isso, é fundamental que qualquer decisão seja baseada em estudos técnicos e construída em diálogo com trabalhadores e empregadores”, afirma.
Entidades defendem debate técnico
Assim como a CBIC, Ademi-RJ e Sinduscon-Rio avaliam que uma decisão com impacto econômico e social dessa dimensão não deve ser tomada em meio ao calendário eleitoral.
Para as entidades, o tema precisa ser discutido em um ambiente técnico, com avaliação dos efeitos de curto e longo prazo. A intenção é buscar alternativas que conciliem melhores condições de trabalho, produtividade, geração de empregos e desenvolvimento econômico.
A CBIC representa nacionalmente a indústria da construção e o mercado imobiliário, reunindo sindicatos e associações do setor em diferentes estados e mantendo interlocução com o governo federal, o Congresso Nacional e outras instituições.








