A Justiça do Rio de Janeiro manteve a internação provisória do adolescente de 17 anos, investigado por participação em um estupro coletivo contra uma jovem da mesma idade, ocorrido em 31 de janeiro em Copacabana. Segundo a Polícia Civil, o menor teria atraído a vítima para o apartamento onde ela foi violentada e agredida. O suspeito se entregou na última sexta-feira, na 54ª DP (Belford Roxo).
A medida foi determinada após o Ministério Público do Rio (MPRJ) mudar de posição. Inicialmente, o órgão não havia solicitado a apreensão do adolescente, mas voltou atrás após o surgimento de uma segunda vítima que também o acusa de violência sexual.
O jovem foi encaminhado para a Unidade de Acautelamento Gelso de Carvalho Amar. A internação provisória equivale à prisão preventiva no sistema socioeducativo. O delegado Ângelo Lages, da 12ª DP (Copacabana), destacou que há indícios de que o menor desempenhou papel central no crime, já que mantinha relacionamento anterior com a vítima.
Além dele, quatro maiores de idade — Mattheus Veríssimo Zoel Martins, João Gabriel Xavier Bertho, Vitor Hugo Oliveira Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti — também foram presos preventivamente. Todos têm entre 18 e 19 anos e se apresentaram à polícia entre quarta e quinta-feira da semana passada.
Outras denúncias contra o grupo
As investigações revelaram que o caso de Copacabana não é isolado. A Polícia Civil apura três episódios distintos de violência sexual envolvendo, ao menos em parte, o mesmo grupo de jovens. Uma das vítimas, aluna do Colégio Pedro II, relatou ter sido abusada em outubro de 2023, durante uma festa escolar. Outra jovem, que tinha 14 anos na época, denunciou ter sido violentada em agosto do mesmo ano por três homens, incluindo o adolescente e Mattheus Martins.






